Em Produção — por Vinicius Hernandes Inscrever-se
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O custo de não modernizar

Não modernizar tem um custo. E ele costuma ser muito menos visível.

Por muito tempo, manter um sistema legado parece a decisão mais segura.

Ele funciona. Os clientes usam. A operação conhece. E modernizar custa dinheiro, tempo e, principalmente, traz risco.

O problema é que não modernizar também tem um custo. E ele costuma ser muito menos visível.

Um sistema que envelhece começa a cobrar sua conta aos poucos: páginas mais lentas, infraestrutura mais cara, limitações técnicas, dificuldade para evoluir e pequenas fricções que passam a fazer parte da rotina.

Para quem desenvolve o produto, isso vira dívida técnica. Para o cliente, vira experiência ruim.

E o cliente não precisa saber que existe um framework antigo, uma arquitetura ultrapassada ou dez anos de código acumulado. Ele só percebe que determinada tela demora, que algo poderia ser mais simples ou que outros produtos parecem mais modernos.

É aí que um problema de tecnologia começa a se transformar em um problema de negócio. A experiência piora. O NPS sente. Surgem detratores. A percepção de inovação da empresa diminui.

Recentemente passamos por esse processo na ATweb.

Depois de aproximadamente dez anos de evolução sobre a mesma base tecnológica, decidimos modernizar nossa plataforma. Não porque o sistema havia deixado de funcionar, mas porque entendemos que continuar funcionando não era mais um critério suficiente.

Ainda estamos no processo, mas os primeiros resultados já começaram a aparecer: melhor performance, redução de custos de infraestrutura, uma base tecnológica preparada para os próximos anos e, talvez o indicador mais importante, clientes percebendo a diferença.

Modernizar tem custo.

Exige investimento, planejamento e disposição para mexer em algo que ainda funciona. Mas existe uma pergunta que toda empresa de tecnologia deveria fazer de tempos em tempos:

Quanto está nos custando não mudar?

Até a próxima 😊

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