Todo mundo agora produz na mesma velocidade.
E, cada vez mais, produz a mesma coisa.
Em maio de 2025, 52% dos novos artigos da web já eram feitos principalmente por IA, segundo a Graphite (via Axios). Um estudo da Ahrefs com quase 900 mil páginas achou rastro de IA em 74% do conteúdo novo.
Traduzindo: o feed encheu. E encheu de coisa parecida.
Quando produzir vira commodity, o volume para de te diferenciar.
Mais um post, mais um carrossel, mais um e-mail. Todo mundo tem. Ninguém lembra.
O que fica escasso é justamente o oposto da máquina: ponto de vista.
A IA é excelente em média
Ela foi treinada para prever a palavra mais provável. Por definição, entrega o mais esperado.
Seu diferencial mora onde ela é fraca: no inesperado com critério.
Uma opinião que você assina.
Uma escolha que você defende.
Um recorte que só quem vive aquilo enxerga.
Isso não sai de um prompt. Se constrói com julgamento.
O que muda na prática
Pare de competir por quantidade. Você perde para quem aperta um botão.
Compita por clareza, por ângulo, por experiência real.
Use a IA no trabalho pesado: rascunho, pesquisa, estrutura, variações.
Guarde para você a parte que ninguém terceiriza: o que dizer, para quem, e por quê.
Quem só executa vira intercambiável.
Quem decide o ângulo vira insubstituível.
O teste antes de publicar
Antes de mandar qualquer coisa pro mundo, pergunte:
Isso soa como algo que só eu poderia ter dito?
Se a resposta for não, a IA já fez igual. Mil vezes. Hoje.
Se for sim, você tem a única coisa que o conteúdo infinito não consegue copiar: você.