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<rss version="2.0" xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><channel><title>Journal — Artifactory</title><link>https://journal.artifactory.com.br</link><description>O que está sendo publicado na rede Journal.</description><language>pt-BR</language>
<item><title>IA, estratégia e os próximos passos da ATweb</title><link>https://journal.artifactory.com.br/em-producao/a/ia-estrategia-e-os-proximos-passos-da-atweb</link><guid>https://journal.artifactory.com.br/em-producao/a/ia-estrategia-e-os-proximos-passos-da-atweb</guid><pubDate>Fri, 18 Sep 2026 10:53:01 GMT</pubDate><description>Participamos de um evento da StartSe sobre estratégias de Inteligência Artificial e voltamos com novos insights sobre como aplicar essa tecnologia de forma prática, útil e alinhada à evolução da ATweb e dos nossos clientes.</description><content:encoded><![CDATA[<p>Participar de eventos como esse é uma oportunidade de sair da rotina, observar o mercado e refletir sobre o que realmente pode fazer sentido para o nosso negócio.</p>
<p>No evento da StartSe sobre estratégias de Inteligência Artificial, tivemos contato com diferentes visões, experiências e aplicações que reforçaram algo em que já acreditamos há algum tempo: IA não deve ser usada apenas porque está em alta. Ela precisa resolver problemas reais e gerar valor.</p>
<p>Voltamos com muitos insights para a ATweb.</p>
<p>Alguns deles reforçam caminhos que já estamos seguindo. Outros abriram novas possibilidades para melhorar nossa plataforma, otimizar processos e criar experiências melhores para os nossos clientes e para os usuários que trabalham diariamente com o sistema.</p>
<p>Nosso foco continua sendo muito claro: entender onde a IA realmente ajuda.</p>
<p>Se ela puder reduzir trabalho operacional, apoiar decisões, tornar o atendimento mais eficiente ou permitir que as pessoas dediquem mais tempo ao que realmente importa, existe uma oportunidade concreta de aplicação.</p>
<p>Tecnologia, para nós, sempre foi meio e não fim.</p>
<p>Agora é transformar os aprendizados em experimentos, os experimentos em melhorias e as melhorias em valor real para quem utiliza a ATweb todos os dias.</p>
<p>Tem muita coisa para testar — e certamente muita coisa boa ainda vem por aí.</p>]]></content:encoded></item>
<item><title>Todas as novidades que lançamos no FIRE 2026</title><link>https://joaopedroresende.com/a/tudo-que-lan</link><guid>https://joaopedroresende.com/a/tudo-que-lan</guid><pubDate>Fri, 18 Sep 2026 00:18:32 GMT</pubDate><description>E porque daqui para frente o mercado nunca mais será o mesmo.</description><content:encoded><![CDATA[<p>O FIRE 2026 talvez tenha sido nosso FIRE mais importante até aqui.</p>
<p>É o FIRE onde nós, finalmente, colocamos todo nosso arsenal de IA para fora, à disposição dos nossos clientes. Agora, além dos nossos agentes que já operam na plataforma (Tutor, Agente de Vendas e Agente de Cobrança), chegaram à nossa família de IA o MCP e a nossa mais nova plataforma, o Launchpad.</p>
<h2>MCP</h2>
<p>O MCP permite que você converse com a Hotmart sobre o seu negócio, e até peça à Hotmart para fazer algumas coisas para você (ex: criar um cupom de desconto). Com o tempo, cada vez mais capacidades serão adicionadas ao MCP da Hotmart, e agora já é possível conversar sobre praticamente qualquer dado do seu negócio, usando o Claude ou ChatGPT.</p>
<p>Para instalar o MCP na sua IA de trabalho, você pode <a href="https://help.hotmart.com/pt-br/article/48741895558541/mcp-hotmart-como-consultar-dados-e-realizar-ac-es-na-minha-conta-com-ia-" target="_blank" rel="noopener noreferrer">consultar nosso FAQ</a>, ou pedir ajuda da sua própria IA.</p>
<h2>Launchpad</h2>
<p>O lançamento que fez mais barulho foi o <a href="https://launchpad.hotmart.com/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Launchpad</a>, nossa plataforma de criação de software. Através do Launchpad qualquer pessoa consegue criar pequenos softwares (tipicamente webapps/MicroSaaS) e colocar no ar para vender muito rapidamente.</p>
<blockquote class="jr-quote"><p>O Launchpad encurta absurdamente o caminho entre a ideia e o negócio no ar.</p></blockquote>
<p>A grande diferença é que nós incluímos toda a infraestrutura da Hotmart dentro do Launchpad, de forma transparente, de modo que o usuário não precisa se preocupar com o setup técnico mais complexo, como banco de dados, sistema de versionamento, sistemas de autenticação, armazenagem de arquivos, streaming de vídeo, pagamentos globais, deploy, etc... apenas para dizer algumas coisas. Está tudo lá, pronto para você.</p>
<p>Nós sabíamos que para essa ideia pegar, precisaríamos simplificar o máximo possível as coisas e acredito que fizemos um bom trabalho nisso. Ainda temos muitas ideias para o Launchpad, estamos somente no beta aberto neste momento, mas largamos de um lugar onde já é permitido a você, que é infoprodutor, expert, creator, empreendedor, ou simplesmente alguém que tem uma ideia de software que nunca conseguiu tirar do papel, finalmente poder construir seus apps rapidamente, validar e começar a vender.</p>
<p>Você pode assistir a minha palestra inteira no canal da Hotmart, onde eu anuncio todas as novidades, ou pode assistir à versão resumida do meu contexto sobre Inteligência Artificial e a parte do Launchpad, aqui:</p>
<div class="jr-video"><iframe src="https://www.youtube-nocookie.com/embed/ZRIPUPW1TX0" title="Vídeo" class="ch12" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe></div>
<div class="jr-btnwrap"><a class="jr-cta-btn ch8" href="https://launchpad.hotmart.com/" style="background:#C0392B;color:#FFFFFF" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Conheça o Launchpad</a></div>
<h2>De amplificador de som a áreas de membros inteiras, passando por ferramentas de diagnóstico de clientes... Estão criando de tudo no Launchpad</h2>
<p>É impressionante observar o que acontece quando você consegue dar o poder das pessoas transformarem sua imaginação em um software. Impressionante, e extremamente gratificante.</p>
<p>Como alguém apaixonado por criar coisas, quisera eu ter tido acesso a uma ferramenta como o Launchpad quando eu estava começando a criar meus primeiros softwares... bem, agora o LP está aí, e qualquer um pode experimentar dar asas a sua imaginação.</p>
<p>Hoje completa 1 semana, e já são milhares de projetos no Launchpad. É difícil prever onde isso vai parar, mas torço para que as pessoas usem essa ferramenta para transformarem seus negócios e gerarem muito mais valor para seus respectivos clientes. A única coisa que eu tenho certeza, é que agora, todo infoproduto pode ser muito melhor, tendo uma ferramenta associada a ele, e partir disto, o mercado nunca mais será o mesmo.</p>
<h2>Mas teve mais...</h2>
<p>Nós anunciamos bem mais novidades. Veja:</p>
<p><strong><a href="https://extensoes.hotmart.com/parcelado-hotmart?_gl=115efmlz_gcl_awR0NMLjE3ODg4OTAyNTkuQ2owS0NRanc1UDdVQmhEYUFSSXNBT1NsUzFPSDNENUszUHR1Wi1JYldyMWtkandTc0xYZDF0LWxPQnFEcHMwVTNqM0lMNENXTnpLcEdxTWFBaU9hRUFMd193Y0I._gcl_auMTU4MzYzMTc5NC4xNzgzMzUxNDkxLi0uLS4xNzg2MTM1NDAzLjQ1Njc4NTUyMC4xNzg4OTAxMTA5LjE3ODg5MDExMDk.FPAUMTU4MzYzMTc5NC4xNzgzMzUxNDkx_gaMTQxOTYzODI5MS4xNzc1NDIxNzI0_ga_GQH2V1F11QczE3ODk2ODk2MDgkbzE2MSRnMSR0MTc4OTY4OTYxOSRqNDkkbDAkaDEwNTExOTAyOTI." target="_blank" rel="noopener noreferrer">Parcelado Hotmart:</a></strong> agora aceita &quot;Entrada&quot;, ou seja, você pode configurá-lo para, por exemplo, cobrar R$ 1000 de entrada, e mais 20x de R$ 2.000. Sim, este é um outro detalhe, antes o Parcelado Hotmart ia até 12x e agora vamos até 24x. Além disso, agora é possível adicionar um Contrato no checkout, de modo que tanto vendedores quanto compradores sintam-se mais protegidos, pois cada transação implica na aceitação daquele contrato específico. Finalmente, o Parcelado Hotmart oferece capacidade de antecipação de recebível (para o vendedor) e de pagamento (para o comprador).</p>
<p><strong><a href="https://studio.hotmart.com/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Smart Studio:</a></strong> a nossa antiga ferramenta de Avatares agora ganhou um novo nome e muito mais poder. Além do avanço substancial na qualidade dos vídeos, é possível gerar criativos em lotes, ideais para testar anúncios nas plataformas de ads.</p>
<p><strong>Comunidades:</strong> uma baita evolução na nossa ferramenta de comunidades permite criar gamificação, enviar mensagens diretas para os participantes, moderação com IA e muito mais. E tudo sem pagar absolutamente nada a mais por isso.</p>
<p><strong>Afiliados Gamificado:</strong> os programas de afiliados estão voltando com força total e agora você tem gamificação para estimular ainda mais seus afiliados a competirem entre si. Configure temporadas e confira bônus baseados nas posições do ranking.</p>
<h2>Só estamos começando.</h2>
<p>No início do evento eu lembrei que este é o ano em que a Hotmart está fazendo 15 anos de idade. O tempo passa rápido demais! Ainda assim, eu sinto como se estivesse começando a empresa hoje. O mercado está mudando demais e as transformações são tão profundas que isso é extremamente estimulante para quem gosta de criar.</p>
<p>Os lançamentos do FIRE sinalizam um pouco de como serão os próximos 15 anos da Hotmart, e o que me parece é que eles serão ainda mais interessantes.</p>]]></content:encoded></item>
<item><title>Como eu ilustro um livro infantil</title><link>https://journal.artifactory.com.br/ingridosternack/a/como-eu-ilustro-um-livro-infantil-do-texto-aos-primeiros-desenhos</link><guid>https://journal.artifactory.com.br/ingridosternack/a/como-eu-ilustro-um-livro-infantil-do-texto-aos-primeiros-desenhos</guid><pubDate>Thu, 17 Sep 2026 13:41:00 GMT</pubDate><description>Ilustrar um livro é muito mais do que desenhar: envolve planejamento, narrativa e escolhas visuais.</description><content:encoded><![CDATA[<p>Quando recebo um texto para ilustrar, eu não começo imediatamente a desenhar. Primeiro, eu leio o texto. Depois, eu imprimo. Depois eu leio de novo... e de novo. E ao longo do processo, vou consultando, lendo e relendo trechos.</p>
<figure class="jr-fig a-centro"><img style="width:100%;display:block" src="/media/ab91e9f488f8fcbf2da7.webp" alt=""></figure>
<p>Muita gente acha que o ilustrador só desenha, e não tem que planejar. Que o desenho sai da mão como num passe de mágica. Que é só 'talento'.</p>
<p>Mas antes de existir uma ilustração pronta, existe uma quantidade enorme de trabalho que ninguém vê: leitura, pesquisa, anotações, decisões, personagens que mudam, rafes/esboços que nem sempre funcionam, páginas que precisam ser reorganizadas.</p>
<p>A pintura final é a parte mais visível, mas o que vem antes também leva tempo. Criar e conceber ideias é algo que demora, mas acaba compensando.</p>
<p>Claro que, antes de tudo isso, há as questões práticas: orçamento, prazo, número de páginas, formato do livro, quantidade de ilustrações e uso que será feito delas. Tudo isso interfere no trabalho também, mas não vou falar dessa parte hoje.</p>
<p>Então, criativamente, para mim, o processo começa ainda no texto.</p>
<p>Uma vez, me fizeram a seguinte pergunta em uma oficina:</p>
<p><em>“Mas você lê o texto antes de ilustrar?”</em></p>
<p>E eu respondi, meio surpresa: &quot;Com certeza! Como eu poderia ilustrar alguma coisa sem saber do que se trata?&quot;</p>
<p>E explico:</p>
<p>Vamos supor que o texto diga que a personagem tem cabelos ruivos. Como eu vou saber se não ler antes? E se ela tiver cabelos ondulados e eu fizer com cabelos lisos?</p>
<p>Mas, pensando bem, talvez eu devesse ter respondido de outra maneira, com por exemplo:</p>
<p>&quot;Sim, e não basta ler o texto só uma vez, porque é preciso captar também o que se diz nas entrelinhas.&quot;</p>
<p>Já aconteceu de, em alguns livros, eu ler tanto que acabei decorando trechos. E, como durante semanas eu comento o texto, falo dos personagens, das cenas e dos problemas que estou tentando resolver, às vezes até meus familiares terminam sabendo tudo sobre a história também.:)</p>
<p>E sabe o que é mais curioso? A cada releitura eu percebo alguma coisa nova. Não é incrível?</p>
<p>. O que exatamente aquele personagem está sentindo?</p>
<p>. O que aconteceu antes daquela cena?</p>
<p>. Quanto tempo passou?</p>
<p>. O que o texto diz claramente e o que apenas sugere?</p>
<p>. Qual é o clima daquele momento? O que pode estar acontecendo fora da frase escrita?</p>
<p>E também penso, muito mesmo, no leitor.</p>
<p>. O que ele vai sentir quando chegar naquela página?</p>
<p>. O que a imagem pode acrescentar?</p>
<p>. O que eu posso contar sem simplesmente repetir aquilo que o texto já contou?</p>
<p>Porque, para mim, esse é um dos pontos mais interessantes da ilustração. Temos que pensar “para quem” estamos fazendo as ilustrações.</p>
<p>Se o texto diz que uma menina está com medo, eu não preciso necessariamente desenhar uma menina “com cara de medo”.</p>
<p>Talvez o medo esteja no tamanho do espaço vazio em volta dela, na distância entre os personagens, na posição deles, numa sombra, num gesto, numa composição que afasta.</p>
<p>E eu penso muito no que a criança faria. Como ela iria reagir? O que ela faria numa situação dessas?</p>
<p>E, confesso, essa é a parte mais divertida! Porque crianças dizem e fazem coisas muito divertidas. E, sempre que posso, tento incorporar isso às minhas ilustrações.</p>
<p>A imagem pode (e em alguns casos, deveria) contar aquilo que o texto às vezes deixou em silêncio.</p>
<p><strong>O texto vai virando um guia</strong></p>
<p>Enquanto leio, faço também anotações: características dos personagens, lugares, objetos importantes, sentimentos, mudanças de tempo, relações entre uma cena e outra. Isso é trabalhoso, mas ajuda muito.</p>
<p>Se um personagem aparece várias vezes no livro, ele precisa continuar sendo o mesmo personagem. A roupa do personagem raramente muda nos livros infantis. Então, é preciso manter a consistência. Às vezes, eu até anoto as cores e combinações.</p>
<p>É importante sempre verificar se o cabelo está igual, se o ambiente é o mesmo, se o tempo passou, se a estação do ano mudou, se algum objeto precisa reaparecer depois…</p>
<p>O livro não é uma coleção de imagens isoladas, mas uma sequência, e cada imagem precisa conversar com a anterior e com a próxima.</p>
<p><strong>Pesquisar é essencial e também faz parte do trabalho do ilustrador</strong></p>
<p>Enquanto eu faço a leitura, já começo a pesquisar. Dependendo do livro, posso pesquisar época histórica, roupas, arquitetura, hábitos, vegetação, objetos, animais, cores, ambientes.</p>
<p>Ainda lembro de um livro que minha filha ganhou quando era pequena em que havia um coco numa bananeira. Essas coisas ficam na memória e mostram como um detalhe aparentemente pequeno pode quebrar completamente a credibilidade de uma imagem.</p>
<p>Quando desenho animais, por exemplo, observo anatomia, proporções, movimentos, cores e variações. Isso não significa que depois eu vá desenhar de forma hiper-realista, mas conhecer o que é real me permite transformar de modo intencional.</p>
<p>Também procuro referências visuais não apenas para descobrir como alguma coisa é, mas para perceber como aquilo já foi representado antes, pois isso ajuda a evitar soluções muito óbvias e repetições.</p>
<p><strong>Os personagens começam a aparecer</strong></p>
<p>Durante esse processo, os personagens também começam a surgir. Faço pequenos esboços, vou testando proporções, roupas, expressões, gestos, maneiras de se movimentar.</p>
<p>Isso não quer dizer que eu consiga fazer tudo de imediato. Alguns personagens já vem definidos pelo autor, ou ele insere as características deles no texto. Mas outros, nós é que temos que inventar.</p>
<p>Então, a leitura, a pesquisa, o personagem, a composição e a narrativa vão acontecendo juntas. E, às vezes, uma descoberta muda algo e temos que reavaliar e retrabalhar.</p>
<p>Vou confessar: já me aconteceu de esboçar a menina de sapatos e depois descobrir, relendo o texto, que a autora falava dos pés descalços. Tive que mudar e me perguntei: como é que não prestei atenção nisso antes? Acredita? Vacilei. Mas acontece e corrigi.</p>
<p><strong>Depois, o texto vai começando a virar livro</strong></p>
<p>Desde o início, eu já começo a pensar na história como “livro”.</p>
<p>Ao ler o texto, já vou separando o texto pelas páginas.</p>
<p>E aí tem que planejar:</p>
<p>Folha de rosto</p>
<p>Créditos</p>
<p>Há dedicatória?</p>
<p>Quantas páginas realmente terei para contar visualmente aquela história?</p>
<p>Depois começo a pensar no ritmo: que cena merece uma página inteira? Onde uma vinheta funciona melhor? Onde é importante criar uma pausa e o que acontece antes e depois da virada de página? Surpresa ou suspense?</p>
<p>Para mim, essa divisão já faz parte da narrativa visual. Afinal, nem toda criança já é alfabetizada ao “ler” o livro. E construir as imagens pensando nisso é essencial.</p>
<p>Então, ilustrar não começa só quando eu pego o lápis, mas quando eu faço escolhas e decido o que mostrar, quando mostrar e o quanto mostrar. Nem sempre é preciso ilustrar tudo.</p>
<p><strong>É como sempre digo: ilustrar é como fazer um filme.</strong></p>
<p><strong>A boneca do livro</strong></p>
<p>Antigamente, eu fazia uma espécie de boneca física do livro. Imprimia o texto, recortava os trechos, colava nas páginas, fazia anotações e até pequenos desenhos.</p>
<p>Era bastante artesanal, mas funcionava super bem para mim.</p>
<p>Hoje, já faço isso de modo digital, pois assim consigo perceber melhor a sequência, a relação entre as páginas e o equilíbrio do conjunto, além de verificar se a página dupla está funcionando lado a lado e se não estou esquecendo nenhuma parte. Isso também me ajuda a evitar ilustrações a mais ou a menos, a planejar melhor o espaço que tenho e a não esquecer do espaço necessário para o texto.</p>
<p>Então, crio um arquivo com as páginas do livro, distribuo o texto e vou inserindo os rafes, que são os primeiros esboços de composição.</p>
<p>É normalmente esse arquivo que envio para a editora para aprovação. Isso ajuda o editor a visualizar o que pretendo fazer, solicitar alterações sem que eu tenha muito retrabalho, compreender não apenas cada ilustração, mas o livro inteiro como sequência e o que estou pensando como narrativa.</p>
<p>Também facilita o trabalho do diagramador, porque mostra a relação entre texto, imagem e página, e ele não precisa adivinhar onde vai cada ilustração.</p>
<p><strong>Concluindo</strong></p>
<p>Antes de uma imagem existir, teve leitura, pesquisa, tentativa, erro, mudança, descarte, decisão, e essa é a parte que menos aparece quando alguém vê uma ilustração pronta.</p>
<p>Já aconteceu de páginas não funcionarem, personagens que mudaram, composições que precisei refazer, ideias que pareciam ótimas, mas que no papel ficaram sem graça. Esboços e ilustrações que não foram parar nas páginas dos livros, mas ficaram na gaveta, infelizmente, ou que acabaram sendo descartadas.</p>
<p>Em um livro que fiz, uma ilustração acabou não sendo inserida, pois faltou espaço. Fiquei bem triste, mas, devido à diagramação e ao posicionamento do texto, ficaria muito apertado. Triste, mas faz parte do trabalho.</p>
<p>Há outros modos de ilustrar um livro, mas esse é o processo que fui desenvolvendo ao longo dos anos e que continuo adaptando a cada novo livro.</p>
<p>Se tem algo que me fascina nesse trabalho, é que nunca é entediante. Cada projeto apresenta um problema diferente e exige uma atitude não somente criativa, mas de planejamento. Mas… talvez seja exatamente por isso que esse trabalho seja tão interessante e, por que não dizer, encantador.:)</p>]]></content:encoded></item>
<item><title>O primeiro “não” que mudou a minha vida</title><link>https://journal.artifactory.com.br/arlindo-saulo/a/o-primeiro-nao-que-mudou-a-minha-vida</link><guid>https://journal.artifactory.com.br/arlindo-saulo/a/o-primeiro-nao-que-mudou-a-minha-vida</guid><pubDate>Tue, 15 Sep 2026 12:00:00 GMT</pubDate><description>Comecei como quase todo mundo: CLT, vida normal. Mas eu nunca quis depender da boa vontade de um chefe nem de governo nenhum. Esta é a história de como cheguei até aqui, e de onde nasceu o Método MRP.</description><content:encoded><![CDATA[<p>Eu comecei a minha carreira como CLT.</p>
<p>Vida normal, como quase todo mundo.</p>
<p>Só que sempre teve uma coisa em mim: eu era inconformado.</p>
<p>Não queria depender da boa vontade de um chefe para ganhar 5% de aumento. Muito menos depender de governo a ou b.</p>
<p>Então fui estudar.</p>
<p>Me formei em engenharia. Fiz duas pós-graduações. Cheguei a começar um mestrado.</p>
<p>E as promoções vieram.</p>
<p>Mas aqui começa a parte que quase ninguém fazia igual.</p>
<p>Enquanto muitos colegas trocavam de carro todo ano, faziam viagens caras e compravam casas melhores, eu guardava.</p>
<p>E, mais do que guardar, eu já pensava: como o dinheiro pode trabalhar para gerar mais dinheiro?</p>
<p>Foi nesse período que me capacitei financeiramente.</p>
<p>Descobri muita coisa sozinho. Errando. Batendo cabeça.</p>
<p>Mas o que mais fez diferença não foi um acerto genial.</p>
<p>Foi o empilhamento. Conhecimento, hábitos e ações, um em cima do outro, ano após ano.</p>
<h2>O primeiro &quot;não&quot;</h2>
<p>Isso me levou a um patamar que, em 2019, me permitiu dizer o primeiro &quot;não&quot; de verdade da minha vida.</p>
<p>Porque eu tinha entendido uma coisa: junto com o dinheiro, vem o poder.</p>
<p>E eu usei esse poder para dizer vários &quot;nãos&quot; que transformaram tudo.</p>
<p>O maior deles: larguei uma carreira já consolidada na Gerdau.</p>
<p>Passei por tudo lá dentro. Estagiário, mecânico, técnico, assistente, analista, engenheiro, coordenador.</p>
<p>E escolhi sair para colocar energia no que eu mais amo: ensinar.</p>
<h2>Da sala de aula ao Método MRP</h2>
<p>Comecei dando aula na mesma universidade em que me formei. Fiquei alguns anos.</p>
<p>Foi quando veio a pandemia.</p>
<p>E eu vi de perto o quanto uma boa estratégia de finanças pessoais fazia diferença na vida das pessoas, ainda mais nesses períodos turbulentos que sempre voltam.</p>
<p>Durante toda a minha carreira, amigos e colegas já me pediam dicas sobre finanças e investimentos.</p>
<p>Então juntei o útil ao agradável: a minha paixão por ensinar e a enorme demanda por educação financeira no país.</p>
<p>Foi aí que nasceu o Método MRP.</p>
<p>Uma metodologia que lapidei por anos e que ficou conhecida por levar pessoas comuns a juntar dinheiro e a aproveitar mais a vida.</p>
<h2>O ponto que me importa</h2>
<p>O MRP não é aquele método de economizar o cafezinho para ficar rico aos 68 anos.</p>
<p>É o contrário.</p>
<p>Feito com disciplina, você começa a usufruir da vida hoje.</p>
<p>Ganha tranquilidade. Ganha tempo de qualidade com quem você ama. Sai da loucura e do stress que o status quo vende como &quot;vida produtiva&quot;.</p>
<p>Porque, para mim, produtividade é isto: ter mais tempo para o que traz saúde física, mental e financeira.</p>
<p>A boa notícia é que esse caminho já está trilhado.</p>
<p>Basta seguir o passo a passo.</p>
<p>Se essa história fala com você, me acompanhe por aqui e nas redes.</p>
<p>O objetivo é simples: mais dinheiro para aproveitar a vida.</p>]]></content:encoded></item>
<item><title>O que realmente significa dizer que &quot;A IA poderia matar todos em 10 anos&quot;?</title><link>https://joaopedroresende.com/a/jacob-coxton-ia-poderia-exterminar-todos</link><guid>https://joaopedroresende.com/a/jacob-coxton-ia-poderia-exterminar-todos</guid><pubDate>Mon, 14 Sep 2026 00:23:55 GMT</pubDate><description>Um pesquisador deixou a OpenAI, depois ficou 4 meses na Anthropic, de onde também saiu, e declarou que a IA poderia matar todo mundo em 10 anos. A mídia comprou e a declaração se tornou o assunto da semana. Aqui está o que eu penso disso tudo.</description><content:encoded><![CDATA[<p>Um pesquisador deixou a OpenAI, depois ficou 4 meses na Anthropic, de onde também saiu, e declarou que a IA poderia matar todo mundo em 10 anos. A mídia comprou e a declaração se tornou o assunto da semana. Aqui está o que eu penso disso tudo.</p><p><em>Conteúdo para inscritos — leia no site.</em></p>]]></content:encoded></item>
<item><title>Demitir por causa da IA pode sair mais caro</title><link>https://journal.artifactory.com.br/em-producao/a/demitir-por-causa-da-ia-pode-sair-mais-caro</link><guid>https://journal.artifactory.com.br/em-producao/a/demitir-por-causa-da-ia-pode-sair-mais-caro</guid><pubDate>Sat, 12 Sep 2026 12:58:40 GMT</pubDate><description>Antes de transformar o tempo economizado em demissões, eu te faria um pergunta.</description><content:encoded><![CDATA[<p>Imagine uma empresa que adota IA, automatiza parte do trabalho e reduz a equipe. A economia aparece rápido na planilha. Meses depois, os casos difíceis começam a se acumular e surge a necessidade de contratar novamente. Só que reconstruir aquela capacidade pode custar mais do que preservá-la.</p>
<p>Uma previsão recente da Gartner coloca esse risco em discussão. Segundo a consultoria, até 2029, <strong>30% dos funcionários demitidos por terem sido substituídos por IA precisarão ser recontratados, frequentemente a custos maiores.</strong></p>
<p>É uma projeção, e vale acompanhá-la como tal. Para mim, ela levanta uma pergunta que merece espaço nas decisões de gestão: estamos considerando tudo o que uma pessoa entrega quando calculamos quanto economizaríamos ao substituí-la?</p>
<p>No atendimento ao cliente, esse cálculo pode ser especialmente difícil.</p>
<p>Pense em um analista experiente. Ele responde chamados, registra informações e consulta procedimentos. Também reconhece quando uma reclamação aparentemente simples é parte de um problema recorrente. Sabe que aquele cliente já passou por uma situação parecida e que repetir a orientação anterior provavelmente vai gerar mais desgaste.</p>
<p>Uma automação pode executar várias das tarefas desse profissional. Avaliar a substituição da função inteira exige olhar também para as exceções e para as decisões que ele toma ao longo do dia.</p>
<p>Na realidade de operações como as que atendemos no ATweb, vejo muito espaço para usar IA no preparo do atendimento: organizar informações, resumir históricos e ajudar a localizar orientações. Imagine o analista recebendo tudo isso antes de conversar com o cliente, com acesso aos registros para conferir o que for necessário.</p>
<p>Esse tempo economizado poderia ser usado para investigar a causa de um problema, acompanhar uma solução pendente ou orientar melhor quem está com dificuldade. São entregas que podem ficar para depois quando a equipe passa o dia tentando esvaziar a fila.</p>
<p>É nesse uso do tempo que eu enxergo uma oportunidade importante.</p>
<p>A Gartner também prevê que, até 2027, <strong>75% das organizações que priorizarem converter os ganhos de produtividade da IA em redução de custos serão superadas por concorrentes que reinvestirem esses ganhos em inovação, modernização e capacitação.</strong></p>
<p>Minha leitura é que a decisão sobre o destino do ganho importa tanto quanto a escolha da ferramenta. Uma empresa pode usar as horas liberadas para desenvolver serviços, melhorar a experiência do cliente ou resolver problemas que nunca recebiam atenção.</p>
<p>Isso exige gestão. Comprar uma licença e esperar que a equipe descubra sozinha como trabalhar melhor deixa muita coisa ao acaso. É preciso escolher processos, treinar as pessoas, definir o que precisa de revisão e acompanhar o resultado.</p>
<p>No suporte, por exemplo, eu olharia para o tempo até a solução, os contatos repetidos pelo mesmo motivo e a necessidade de refazer o trabalho. Responder mais rápido pode ser um avanço, mas ainda precisamos saber se o problema foi resolvido.</p>
<p>Há tarefas que podem ser automatizadas por completo e funções que podem mudar profundamente. Reduzir custos também faz parte de manter uma empresa saudável. Cada mudança, porém, precisa considerar a qualidade e a capacidade que restam depois dela.</p>
<p>Antes de transformar o tempo economizado em demissões, eu colocaria outra pergunta na mesa:</p>
<p><strong>O que essa mesma equipe conseguiria entregar se finalmente tivesse tempo para cuidar do que hoje fica para depois?</strong></p>]]></content:encoded></item>
<item><title>A parte da profissão de ilustrador que ninguém vê</title><link>https://journal.artifactory.com.br/ingridosternack/a/a-parte-da-profissao-de-ilustrador-que-ninguem-ve</link><guid>https://journal.artifactory.com.br/ingridosternack/a/a-parte-da-profissao-de-ilustrador-que-ninguem-ve</guid><pubDate>Fri, 11 Sep 2026 14:06:58 GMT</pubDate><description>Criar imagens é apenas uma parte do trabalho. Por trás delas existem decisões, contratos, planejamento, pesquisa, aprendizado e uma profissão que continua nos surpreendendo.</description><content:encoded><![CDATA[<figure class="jr-fig a-centro"><img style="width:100%;display:block" src="/media/5761533d23060330262a.webp" alt="Ilustração para o livro &quot;Os 3 Esquilinhos&quot;."><figcaption class="jr-figcap">Ilustração para o livro &quot;Os 3 Esquilinhos&quot;.</figcaption></figure>
<p>Existe uma ideia muito curiosa sobre a profissão de ilustrador. Muita gente imagina a gente desenhando tranquilamente em casa, ouvindo música, tomando café, escolhendo o próprio horário e fazendo aquilo de que gosta. Às vezes, até desenhando na praia.</p>
<p>Embora isso possa acontecer - eu mesma já ilustrei enquanto passava férias na Suécia - nem sempre essa é a regra.</p>
<p>Como não existe um chefe por perto, nem necessariamente um escritório ou um horário convencional, parece uma profissão particularmente livre e tranquila.</p>
<p>Depois de muitos anos trabalhando com ilustração, eu diria que essa imagem representa apenas uma pequena parte da profissão. O restante acontece longe da mesa/prancheta e envolve prazos, contratos, orçamentos, clientes, fornecedores, divulgação, planejamento, impostos, negociações e uma quantidade grande de decisões que quase ninguém vê.</p>
<p>Por isso, há uma expressão que considero bastante adequada: o ilustrador é <strong>uma empresa de uma pessoa só.</strong> Ele não é apenas alguém que sabe desenhar, nem apenas um prestador de serviços. É também autor de imagens, profissional criativo e, muitas vezes, responsável por praticamente tudo o que mantém sua carreira funcionando.</p>
<p>Eu confesso que meu sonho era não ter que me preocupar com nada além de desenhar, mas para termos uma carreira que funciona, algumas coisinhas a mais são necessárias.</p>
<p><strong>Ilustrador não é apenas prestador de serviço</strong></p>
<p>Quando se fala em trabalhar com ilustração, aparece com frequência a ideia de prestação de serviço. Alguém tem um texto, precisa de uma imagem, contrata um ilustrador, recebe o arquivo e o trabalho estaria concluído. E, de fato, existem ilustradores que trabalham assim. E em alguns projetos, além do contrato de autoria, o cliente solicita a nota fiscal.</p>
<p>Essa definição de prestação de serviço, no entanto, me parece <strong>pequena demais</strong> para aquilo que um ilustrador realmente faz.</p>
<p>Enquanto cria uma imagem, ele toma decisões o tempo inteiro. Decide o que mostrar e o que deixar de fora, escolhe o momento da cena, determina a expressão de um personagem, conduz o olhar do leitor, cria uma atmosfera e, muitas vezes, acrescenta informações que nem sequer estavam escritas no texto. <strong>Ele tem que transformar em arte visual aquilo que foi inventado na cabeça de outra pessoa.</strong></p>
<p>É por isso que é correto dizer que <strong>o ilustrador é autor de imagem</strong>. Essa diferença não é apenas uma questão de nomenclatura.</p>
<p>Quando o próprio ilustrador se enxerga somente como alguém que executa desenhos para um cliente, tende a pensar principalmente na execução.</p>
<p>Quando se reconhece como autor, passa a considerar também sua linguagem, seu repertório, suas escolhas, sua identidade e aquilo que está acrescentando à obra.</p>
<p>A relação profissional continua existindo, naturalmente, mas a contribuição criativa passa a ser entendida de outra forma. Curiosamente, quanto mais autoral se torna o nosso trabalho, mais profissional precisa ser a estrutura que existe por trás dele.</p>
<p><strong>A empresa invisível por trás da prancheta</strong></p>
<p>Quando alguém vê uma ilustração pronta, enxerga o resultado. Não vê tudo o que precisou acontecer para que aquela imagem pudesse existir dentro de uma atividade profissional.</p>
<p>Antes mesmo de começar um trabalho, talvez seja necessário preparar um orçamento, calcular prazos, conferir materiais, responder mensagens, conversar com fornecedores, negociar valores, organizar outros projetos, emitir documentos e verificar pagamentos. Muitas dessas tarefas parecem pequenas quando observadas isoladamente, mas juntas ocupam uma parte considerável da semana.</p>
<p>Um fornecedor entrega alguma coisa errada, um cliente solicita uma alteração, um contrato precisa ser analisado, determinado material acabou, aparece uma reunião ou surge uma nova proposta e é necessário descobrir se ela realmente cabe no cronograma. Aos poucos, aquela imagem de alguém passando o dia inteiro desenhando dá lugar a uma realidade muito mais ampla.</p>
<p>Em diferentes momentos, o ilustrador acaba assumindo funções de artista, atendimento, financeiro, planejamento, produção, negociação e marketing. O desafio não está apenas na quantidade de tarefas, mas em impedir que todas elas ocupem tanto espaço que reste pouco tempo justamente para aquilo que sustenta tudo: <strong>a criação</strong>.</p>
<p><strong>Quando divulgar a carreira começa a ocupar a própria carreira</strong></p>
<p>Existe uma contradição curiosa nessa profissão. Para conseguir trabalho, é preciso mostrar o que fazemos. Para mostrar o que fazemos, precisamos reservar tempo para divulgação. No entanto, quando gastamos tempo demais divulgando, começa a faltar tempo justamente para realizar o trabalho que deveria ser divulgado.</p>
<p>Não se trata mais de apenas atualizar seu portfólio de vez em quando. Existem redes sociais, vídeos, sites, newsletters, contatos profissionais, eventos, feiras, propostas e mensagens para responder, além de uma sensação constante de que deveríamos estar aparecendo mais. Eu mesma gostaria de ter mais tempo para postar.</p>
<p>Quando há um livro para entregar, um projeto em andamento ou uma nova imagem para produzir, alguma dessas atividades inevitavelmente precisa perder espaço. <strong>Existe uma armadilha real quando o ilustrador começa a trabalhar tanto para divulgar sua carreira que quase não sobra carreira para divulgar</strong>.</p>
<p>Às vezes, faço a ilustração inteira e esqueço de filmar ou tirar uma foto enquanto pinto. Depois percebo: <em>Puxa! Isso seria material que eu poderia ter utilizado para postar, para divulgar meu trabalho</em>.</p>
<p>Isso acontece direto comigo. Mas então eu penso: meu trabalho é criar imagens para mundos encantados. Se der para filmar, ok. Se não der, posto a imagem no final. E trabalhar com tinta e lápis de cor ajuda muito nisso, porque tem materialidade.</p>
<p>Marketing e divulgação são importantes, mas precisam estar a serviço do trabalho, e não ocupar o lugar dele.</p>
<p><strong>Nem toda oportunidade precisa ser avaliada apenas pelo cachê</strong></p>
<p>Eu sempre digo: não trabalhe de graça. Faça contrato.</p>
<p>Porém, outra coisa que o ilustrador aprende com o tempo é que nem toda oportunidade precisa ser avaliada apenas pelo valor financeiro.</p>
<p>Principalmente no início da carreira, algumas participações e experiências podem ter importância mesmo quando não são remuneradas. Uma feira, uma oficina, uma participação em projeto, uma exposição ou determinado convite podem permitir conhecer pessoas, ampliar repertório, construir portfólio ou simplesmente adquirir experiência profissional.</p>
<p>Isso não significa aceitar qualquer coisa. Significa compreender em que <strong>momento da carreira</strong> estamos e por que determinada experiência pode ser relevante naquele momento. Às vezes o retorno vem em dinheiro, enquanto em outras ocasiões aparece na forma de aprendizado, relacionamento, visibilidade ou abertura de caminhos que ainda não existiam.</p>
<p>Com o tempo, essa avaliação também muda. À medida que a carreira cresce, o tempo se torna mais disputado e é natural começar a selecionar melhor os convites. Aquilo que fazia muito sentido no início pode deixar de fazer alguns anos depois.</p>
<p>Também é importante lembrar que um compromisso raramente ocupa apenas o período marcado na agenda. Uma oficina de duas horas, por exemplo, envolve preparação, organização de materiais, comunicação, deslocamento e todo o tempo necessário para interromper e depois retomar o trabalho.</p>
<p>Com projetos, acontece algo semelhante. Antes de aceitar uma nova proposta, precisamos conhecer aquilo que já está em andamento, estimar quanto tempo o novo trabalho realmente exigirá e avaliar se existe espaço no cronograma. Sem esse cuidado, é muito fácil acumular compromissos e descobrir tarde demais que vários prazos decidiram chegar ao mesmo tempo.</p>
<p>Volta e meia eu recebo três pedidos de orçamento para o mesmo período. Nessas horas, preciso ter muita consciência sobre quanto tempo levo para executar cada projeto e se realmente conseguirei entregar tudo no prazo. Eu levo prazos muito a sério e, por isso, às vezes preciso abrir mão de trabalhos que gostaria muito de fazer, simplesmente porque sei que não conseguiria assumir tudo sem comprometer a qualidade do trabalho ou a entrega.</p>
<p>Por isso, planejamento não é apenas burocracia. Ele é uma maneira de proteger o próprio trabalho e a reputação.</p>
<p><strong>Contrato não é detalhe: é essencial</strong></p>
<p>Existe uma parte da carreira que muitos ilustradores prefeririam evitar: contratos, valores e negociações. Justamente por parecerem assuntos muito distantes do prazer de desenhar, podem acabar sendo tratados como algo secundário.</p>
<p>Um contrato, porém, não serve apenas para definir quanto será pago. Ele pode estabelecer prazos, formas de pagamento, alterações, direitos de uso, créditos, entregas e outras condições importantes. Algumas coisas que parecem detalhes podem fazer uma diferença enorme.</p>
<p>Tenho um exemplo muito recente disso. Depois de dezenas de livros ilustrados, quase tive um livro publicado sem o meu nome na capa.</p>
<p>Antes de assinar o contrato, eu mesma havia pedido que fosse incluída uma cláusula garantindo meu nome na capa. Algum tempo depois, quando a autora me enviou a arte final, percebi que meu nome não estava lá. Questionei e ela me explicou que a editora havia informado que normalmente não colocava o nome do ilustrador na capa.</p>
<p>Voltei ao contrato e enviei para eles exatamente a cláusula que havia pedido antes de começar o trabalho. A correção foi feita imediatamente.</p>
<p>Esse episódio reforça uma ideia que muita gente não prevê: <strong>o contrato não serve apenas para resolver problemas. Ele serve para pensar nos problemas antes que eles aconteçam.</strong></p>
<p>Negociar também faz parte da profissão. Às vezes são necessários vários e-mails, contrapropostas, ajustes de escopo e conversas até que as duas partes cheguem a um acordo. Isso não significa necessariamente conflito. Negociação é justamente o processo de encontrar condições viáveis para quem contrata e para quem realizará o trabalho.</p>
<p><strong>Saber desenhar bem não resolve tudo</strong></p>
<p>Talvez uma das coisas que mais surpreendam quem está começando seja perceber que é possível desenhar muito bem e, ainda assim, precisar desenvolver uma série de <strong>outras habilidades</strong> para construir uma carreira.</p>
<p>A técnica, composição e narrativa são fundamentais, mas também precisamos aprender a conversar com clientes, apresentar orçamentos, estabelecer limites, cumprir prazos, organizar projetos, compreender contratos, negociar e tomar decisões profissionais. São competências que normalmente não aparecem quando alguém imagina a vida de um ilustrador.</p>
<p>Ninguém precisa conhecer tudo isso no primeiro dia. Grande parte dessas habilidades se desenvolve com experiência, erros, observação e aprendizado. Quanto antes compreendermos que elas fazem parte da profissão, porém, menos vamos depender do improviso e mais tempo vamos conseguir preservar para criar.</p>
<p><strong>Fazer o próprio horário não significa ter tempo livre, mas é libertador</strong></p>
<p>Outra imagem comum sobre quem trabalha por conta própria é a de alguém que faz o próprio horário e, consequentemente, dispõe de muito tempo livre.</p>
<p>Existe liberdade, sem dúvida. Podemos organizar o dia de uma maneira que talvez não fosse possível em um emprego convencional, mas fazer o próprio horário também significa assumir a responsabilidade por fazer tudo caber dentro dele.</p>
<p>O trabalho não acontece separado da vida. Surgem compromissos familiares, problemas do dia a dia, alterações inesperadas e situações que são urgentes, enquanto os prazos dos projetos continuam existindo.</p>
<p>A grande diferença talvez não esteja em trabalhar menos, mas em ter maior autonomia para decidir quando trabalhar. Essa autonomia é uma das boas características da profissão, desde que venha acompanhada de organização.</p>
<p>Muitos livros que ilustrei exigiram que eu abrisse mão de algumas noites e finais de semana, e não fico ressentida com isso. Foram escolhas que fiz porque percebi que aquelas oportunidades eram importantes para a minha carreira. Não acredito que devamos viver trabalhando dessa maneira, mas também não acredito na ideia de que uma trajetória profissional se constrói sem nenhum sacrifício.</p>
<p>Há momentos em que uma oportunidade importante exige um esforço extra. E existe uma realidade simples no mercado: se você não puder ou não quiser assumir determinado projeto, ele provavelmente seguirá com outro profissional. Isso não significa aceitar tudo, mas aprender a reconhecer quais oportunidades justificam esse esforço.</p>
<p>Com o tempo, experiência, portfólio e reputação ampliam a nossa capacidade de escolha. Mas, principalmente no começo, é importante compreender que construir uma carreira envolve investimento de tempo, dedicação e, algumas vezes, renúncias.</p>
<p><strong>Nem todo o trabalho aparece na imagem pronta</strong></p>
<p>Existe ainda outra parte que quem olha de fora raramente percebe: ilustrar não começa no momento em que o lápis encosta no papel.</p>
<p>Antes da imagem final existem pesquisa, referências, estudos, rascunhos, testes e decisões sobre personagem, cenário, composição, cor e narrativa. Podemos passar horas trabalhando e terminar o dia sem uma única ilustração finalizada para mostrar, embora muito trabalho tenha sido realizado.</p>
<p>O leitor vê o resultado, enquanto o profissional precisa administrar todo o processo que tornou aquele resultado possível.</p>
<p><strong>Uma profissão que muda junto com o mundo</strong></p>
<p>Existe ainda uma característica que acompanha toda a carreira: continuar aprendendo.</p>
<p>O mercado muda, as ferramentas mudam, a maneira como os clientes encontram profissionais muda e aquilo que funcionava alguns anos atrás pode deixar de funcionar da mesma forma. A internet facilitou enormemente a possibilidade de divulgar o trabalho e trabalhar com pessoas que estão em outras cidades ou países, mas também colocou muitos outros profissionais lado a lado.</p>
<p>Quando eu comecei, a maioria das ilustrações eram feitas ainda com tinta e lápis de cor. Mas em pouquíssimo tempo, todo mundo migrou para o digital. Eu aprendi também, mas decidi permanecer com as tintas.</p>
<p>Agora estamos diante de outra transformação importante com a inteligência artificial. Não acredito que a melhor resposta seja fingir que ela não existe. Considero mais interessante compreender o que está acontecendo e aprender a conviver com essas mudanças.</p>
<p>Ao mesmo tempo, tenho percebido uma valorização renovada do artesanal e do feito à mão, algo particularmente interessante para quem, como eu, decidiu continuar trabalhando com técnicas tradicionais.</p>
<p>Talvez esse cenário atual torne ainda mais importante aquilo que existe no trabalho do ilustrador para além da simples produção de uma imagem: <strong>autoria, escolhas, narrativa, visão de mundo, repertório, relacionamento profissional e uma linguagem construída ao longo do tempo.</strong></p>
<p><strong>Uma profissão que continua encantando</strong></p>
<p>Algumas pessoas vão dizer: a IA vai acabar com tudo.</p>
<p>Mas eu acredito que as pessoas também vão querer saber quem está por trás de determinadas imagens, conhecer sua maneira de pensar, sua linguagem e seu processo. Certamente teremos mudanças, mas não acredito que o desejo por trabalhos autorais e reconhecíveis simplesmente desapareça.</p>
<p>E vendo o que está acontecendo no exterior, os ilustradores continuam no mercado, e muitos clientes não querem algo genérico. Querem algo com <strong>alma</strong>.</p>
<p>Quanto mais trabalho com ilustração, mais percebo como essa profissão é rica. Ela envolve criação, estratégia, relacionamento, pesquisa, aprendizado e uma quantidade enorme de experiências diferentes.</p>
<p>Talvez seja justamente isso que faz com que ela continue nos encantando.</p>
<p>Dificilmente existem dois dias exatamente iguais. Um projeto apresenta um personagem diferente, outro exige uma pesquisa que talvez nunca fizéssemos por conta própria, enquanto um terceiro nos leva a experimentar uma técnica, um cenário, uma composição ou uma solução que ainda não havíamos tentado.</p>
<p><strong>É uma profissão em que estamos constantemente aprendendo alguma coisa.</strong> Um livro pode nos levar a pesquisar uma época histórica, um lugar, um animal, uma profissão ou um universo completamente desconhecido. Quando aquele projeto termina, outro aparece trazendo questões completamente diferentes.</p>
<p><strong>É uma profissão empolgante, justamente porque rar</strong> <strong>amente enfrentamos o tédio ou uma rotina repetitiva.</strong></p>
<p>Cada projeto pode nos colocar diante de uma história diferente, de um universo novo e de pessoas que talvez nunca conhecêssemos de outra maneira. Estamos sempre pesquisando, aprendendo, imaginando, resolvendo problemas e criando alguma coisa que antes não existia.</p>
<p>Existe ainda algo que considero especial: <strong>o nosso trabalho permanece no tempo</strong>.</p>
<p>Uma ilustração pode se transformar em um livro que alguém guarda durante anos. Pode fazer parte da infância de uma criança, ajudar alguém a compreender uma mensagem, provocar uma emoção, despertar curiosidade, provocar uma mudança ou simplesmente criar uma memória afetiva.</p>
<p>Também existe a possibilidade de construir uma linguagem própria, colocar um pouco da nossa visão de mundo naquilo que fazemos e, depois de muitos anos, olhar para trás e perceber que deixamos um conjunto de imagens, livros e histórias que não existiriam daquela maneira sem nós.</p>
<p>A profissão ainda nos coloca em contato com escritores, editores, leitores, outros artistas e pessoas de lugares muito diferentes. Pode nos levar a feiras, projetos, pesquisas e experiências que dificilmente teríamos em uma rotina completamente previsível. Existem contratos, planejamento, orçamento, divulgação, prazos e muitas outras atividades que quase ninguém vê.</p>
<p>Tudo isso, no entanto, sustenta uma profissão que nos permite <strong>criar, aprender, impactar pessoas, construir uma trajetória e deixar um legado.</strong></p>
<p>Talvez seja justamente por isso que, depois de tantos anos, ela ainda consiga continuar nos surpreendendo. E você, que trabalha com ilustração ou está pensando em entrar nessa profissão, qual parte dessa vida profissional menos imaginava que faria parte do trabalho de um ilustrador?</p>
<p>Muito obrigada e uma <strong>ilustrada semana!</strong></p>]]></content:encoded></item>
<item><title>Quem sou eu e o que faço?</title><link>https://journal.artifactory.com.br/ingridosternack/a/quem-sou-eu-e-o-que-faco</link><guid>https://journal.artifactory.com.br/ingridosternack/a/quem-sou-eu-e-o-que-faco</guid><pubDate>Tue, 08 Sep 2026 22:28:08 GMT</pubDate><description>Sou artista visual e ilustradora, finalista do Prêmio Jabuti em Literatura Infantil. Assim como eu faço arte, você também pode.</description><content:encoded><![CDATA[<figure class="jr-fig a-centro"><img style="width:100%;display:block" src="/media/be87373dc1d56bf87423.webp" alt="Ilustração para cartão postal - Sabiá Books - Espanha"><figcaption class="jr-figcap">Ilustração para cartão postal - Sabiá Books - Espanha</figcaption></figure>
<p>Meu nome é Ingrid Osternack. Sou artista visual, ilustradora de livros infantis, autora e também professora.</p>
<p>Trabalho com livros infantis já faz alguns anos. Já ilustrei mais de 30 livros infantis e, em 2023, fui finalista do Prêmio Jabuti com A Princesa Naselda.</p>
<p>Minha formação passou por alguns lugares muito importantes para mim, como a <em>Accademia di Belle Arti di Venezia</em>, na Itália, <em>Fondazione Stepan Zavrel</em>, em Sármede, a <em>University of the Arts London</em> e curso de extensão em ilustração para livros infantis na <strong>UC Berkeley</strong> - Califórnia.</p>
<p>Mas minha história não aconteceu apenas entre livros, cursos e ateliês. Ela também foi construída com alunos.</p>
<p>Ao longo dos anos, acompanhei muita gente começando a desenhar, criando portfólios, desenvolvendo projetos e, em muitos casos, chegando à publicação. Também criei 10 livros de coletâneas, que reuniram dezenas de ilustradores em livros publicados e que acabaram se tornando uma parte muito impactante da minha trajetória. Vou falar mais sobre isso em outros artigos.</p>
<p>Este Journal nasce um pouco dessa vontade de abrir a porta do meu ateliê, registrar essa trajetória e o impacto que a arte e a ilustração tem tido na minha vida, dos leitores e de meus alunos.</p>
<p>Quero falar sobre ilustração, pintura, livros, processos criativos, materiais, bastidores, carreira, ensino, inteligência artificial e tudo aquilo que acontece deste que surge uma ideia até uma obra terminada ou um livro publicado.</p>
<p>Às vezes o resultado vai ser um artigo, às vezes uma imagem do que estou trabalhando na semana, ou um evento, uma descoberta, um esboço antigo ou até alguma coisa que pensei enquanto trabalhava.</p>
<p>Meu desejo não é produzir conteúdo apenas porque “é preciso produzir conteúdo”. Quero registrar aquilo que realmente faz parte da minha vida como artista e deixar um legado para quem, um dia, possa aproveitar o que veio antes.</p>
<p>Que esse Journal acabe sendo exatamente isso: um lugar para olhar por dentro do meu studio e dos meus bastidores, mas não apenas para ver o que eu faço, mas para entender um pouco melhor por que continuo fazendo, por que continuo trabalhando com arte e ilustração.</p>
<p>E, por fim, por que você também pode fazer o mesmo e criar a sua própria arte.:)</p>]]></content:encoded></item>
<item><title>Nota · 8 set</title><link>https://journal.artifactory.com.br/ingridosternack/n/194-ha-poucos-dias-finalizei-mais-um-livro-ilustrado-e-entreguei</link><guid>https://journal.artifactory.com.br/ingridosternack/n/194-ha-poucos-dias-finalizei-mais-um-livro-ilustrado-e-entreguei</guid><pubDate>Tue, 08 Sep 2026 22:11:35 GMT</pubDate><description>Há poucos dias, finalizei mais um livro ilustrado e entreguei as ilustrações para a editora. Porém, eles ampliaram o número de páginas e me pediram mais uma ilustração. E aí está: a LAGAR-CHICA. A lagartixa de estimação da Charlotte. Em breve avisarei aqui sobre o lançamento do meu livro infantil. :)</description><content:encoded><![CDATA[<p>Há poucos dias, finalizei mais um livro ilustrado e entreguei as ilustrações para a editora. Porém, eles ampliaram o número de páginas e me pediram mais uma ilustração. E aí está: a LAGAR-CHICA. A lagartixa de estimação da Charlotte. Em breve avisarei aqui sobre o lançamento do meu livro infantil. :)</p>]]></content:encoded></item>
<item><title>Nota · 6 set</title><link>https://journal.artifactory.com.br/bvc/n/191-conheca-minha-historia</link><guid>https://journal.artifactory.com.br/bvc/n/191-conheca-minha-historia</guid><pubDate>Sun, 06 Sep 2026 23:15:14 GMT</pubDate><description>Conheça minha história</description><content:encoded><![CDATA[<p>Conheça minha história</p>]]></content:encoded></item>
<item><title>Criar o software é só o começo</title><link>https://journal.artifactory.com.br/em-producao/a/criar-o-software-e-so-o-comeco</link><guid>https://journal.artifactory.com.br/em-producao/a/criar-o-software-e-so-o-comeco</guid><pubDate>Sat, 05 Sep 2026 19:56:12 GMT</pubDate><description>Se a minha empresa consegue criar o próprio sistema, por que continuar pagando por um SaaS?</description><content:encoded><![CDATA[<p>Se a minha empresa consegue criar o próprio sistema, por que continuar pagando por um SaaS? Essa é uma pergunta que muitas empresas têm feito para si mesmas.</p>
<p>Com a IA facilitando o desenvolvimento, essa pergunta ganha força. A possibilidade de ter algo feito sob medida, com mais autonomia e sem aquela mensalidade, é atraente. Entendo quem considera esse caminho.</p>
<p>Mas acredito que a maioria das empresas ainda vai preferir contratar um software de mercado. E boa parte dessa escolha tem a ver com o que acontece depois que o sistema começa a funcionar.</p>
<p><strong>Criar é uma etapa. Sustentar uma operação é um compromisso contínuo.</strong></p>
<p>Uma demonstração pode funcionar muito bem. O cadastro está pronto, o painel mostra os números e o fluxo parece resolvido. Até que chegam as exceções: o cliente com uma regra diferente, a integração que falha, o usuário que executa uma ação inesperada, o volume que cresce além do previsto.</p>
<p>É nesse momento que a experiência acumulada faz diferença.</p>
<p>Ao contratar um SaaS, a empresa também está contratando o conhecimento de quem já encontrou muitos desses problemas. Existe aprendizado nas validações, nas permissões, nas regras e até naquele detalhe da tela cujo motivo talvez não seja evidente para quem está começando.</p>
<p>À frente do ATweb, vejo como esse conhecimento se constrói no contato com a operação. Quando começamos, pensávamos em atender empresas menores. A chegada de clientes maiores trouxe situações que nos obrigaram a aprender rápido. Estar perto dos usuários, entender processos e acompanhar implantações foi formando um repertório que hoje orienta nossas decisões.</p>
<p><strong>Esse know-how também faz parte do produto.</strong></p>
<p>Outro ponto é a continuidade. Quem vai cuidar do sistema próprio daqui a dois anos? E se a pessoa que o criou sair da empresa? Quem acompanha as integrações, corrige falhas, mantém a segurança e adapta tudo quando o negócio muda?</p>
<p>A mensalidade pode desaparecer, mas a responsabilidade permanece. Ela passa a ser interna e precisa de tempo, orçamento e pessoas.</p>
<p>E existe um valor muito concreto em ter para quem ligar quando algo dá errado.</p>
<p>Quando a operação para, você quer alguém que conheça o sistema, entenda o impacto e assuma a condução do problema. Esse suporte precisa funcionar de verdade. Ter um fornecedor, por si só, não garante isso.</p>
<p>Claro que desenvolver internamente pode fazer sentido. Principalmente quando o processo é muito específico, representa um diferencial competitivo ou existe uma equipe preparada para cuidar dele ao longo do tempo.</p>
<p>Também acredito que esse movimento vai cobrar mais dos fornecedores de SaaS. Uma ferramenta que entrega pouco e atende mal terá dificuldade para justificar sua mensalidade.</p>
<p>Por isso, vejo espaço para sistemas próprios e soluções de mercado conviverem. Minha aposta é que muitas empresas continuarão escolhendo parceiros que entreguem experiência, evolução e confiança, enquanto concentram sua energia no próprio negócio.</p>
<p>A pergunta que eu faria antes de cancelar um SaaS é: <strong>queremos assumir a responsabilidade por esse software durante os próximos anos?</strong></p>
<p>Até a próxima 😉</p>]]></content:encoded></item>
<item><title>O FIRE 2026 chegou e haverá um ANTES e um DEPOIS dele</title><link>https://joaopedroresende.com/a/fire-2026</link><guid>https://joaopedroresende.com/a/fire-2026</guid><pubDate>Fri, 04 Sep 2026 21:28:07 GMT</pubDate><description>Um antes e um depois para o FIRE, para a Hotmart e para você.</description><content:encoded><![CDATA[<p>Chegou.</p>
<p>Hotmart FIRE é o maior e mais importante evento da Hotmart no mundo. E olha que nós fazemos MUITOS eventos todos os anos. Bem mais de 100.</p>
<p>Mas, para além do FIRE já ser especial, o FIRE 2026 conseguirá ser AINDA mais. Ele marcará o início e o fim de muita coisa e, com isso, certamente será um evento que trará o começo (ou re-começo) da jornada empreendedora de muita gente.</p>
<p>Por mais que eu seja alguém que ama ficar em casa, eu sempre participei muito de eventos. Como participante mesmo, não só como palestrante. Muitas das ideias que eu tive para a Hotmart vieram exatamente quando eu estava fora de casa, em eventos, e este é só o primeiro dos motivos para eu valorizar tanto esse tipo de experiência:</p>
<ol class="jr-olist"><li><p>Desligar da rotina: quando você vai a um evento, especialmente se for em outra cidade, você inevitavelmente sai da rotina. Isso vai arejar a sua cabeça e dar espaço para seu cérebro pensar em outras coisas. Muitas vezes, coisas que seriam inalcançáveis para ele no dia a dia do escritório. É um sopro de vida na sua criatividade.</p></li><li><p>Estar fora do dia a dia também ajuda você a entender melhor como a sua operação funciona sem você, e ajuda a equipe a &quot;desmamar&quot; de você para fazer a empresa rodar de forma mais independente do fundador. É um exercício importante para revelar elos fracos e estimular autonomia.</p></li><li><p>Eventos são uma forma incrível de DESCOBERTA. Há muitas coisas que você tem total consciência que não sabe, mas que precisa aprender. Porém, <em>há coisas que você nem sabe que deveria saber</em>. Estas são as mais delicadas, porque você sequer tem a chance de buscar aprendê-las ou evoluí-las, uma vez que sua própria existência são do seu desconhecimento. Quando você senta em uma cadeira para ouvir um palestrante e está presente ali, naquele momento, ele trará coisas que você ouvirá pela primeira vez, e terá a chance de se aprofundar depois.</p></li><li><p>Eventos também são uma excelente forma de APRENDER. E aqui estou me referindo a aprimorar algo que você já faz. Saber um jeito novo e mais eficaz ou eficiente, de fazer algo que você já executa no seu negócio ou ofício. É sair de lá com uma lista de tarefas pronta para ser aplicada e gerar resultados.</p></li><li><p>São também uma excelente forma de passar tempo de qualidade com seu sócio ou equipe próxima. Novamente, isto é consequência de sair da rotina, mas se você tem alguém com você nesses dias de evento, você se verá tendo conversas com essas pessoas que jamais aconteceriam no turbilhão do dia a dia. Uma quantidade muito grande de ideias e resoluções de problemas se deram na Hotmart assim: no tempo passado junto com meu sócio e executivos, fora do escritório.</p></li><li><p>Por fim, eventos são perfeitos para se conectar com outras pessoas. Gente que, muitas vezes, dificilmente você conseguiria acessar. As pessoas costumam estar muito abertas em eventos, então é uma oportunidade ótima para encontrar parceiros, fornecedores, colaboradores e claro, clientes.</p></li></ol>
<p>Você terá tudo isso no FIRE, e mais uma <strong>injeção de atualização sobre tudo o que funciona AGORA na Creator Economy, no mercado de infoprodutos, no marketing digital</strong> e todos os temas relacionados a isso. São mais de 100 palestrantes, 5 palcos e muita coisa acontecendo, em toda parte, o tempo todo.</p>
<h2>Novidades a caminho...</h2>
<p>Cada um de vocês terá uma experiência muito pessoal no FIRE. Inúmeras pessoas começaram na platéia e subiram ao palco de uma edição futura. Teve gente que trabalhou na recepção do evento e anos depois virou Black na Hotmart (mais de 1M de faturamento). Incontáveis profissionais que mudaram de carreira, ou abriram seus negócios — alguns até vieram trabalhar comigo, na Hotmart. Muita gente atribui algumas das principais transformações em suas vidas, ao FIRE. A quantidade de &quot;RESETs&quot; que o evento já causou na vida dos participantes ao longo de seus 10 anos não dá nem para contar. Mas dessa vez o RESET será outro.</p>
<p>Primeiro, nós anunciaremos o que vai mudar para os próximos FIREs. E teremos mudanças importantes (para melhor!), e quem estiver lá vai se beneficiar disso, claro.</p>
<p>Segundo... os lançamentos da Hotmart que estamos levando esse ano <strong>vão chacoalhar o mercado.</strong></p>
<p>Na 5a feira, logo no início do evento eu vou mostrar a vocês algumas das últimas coisas em que nós viemos trabalhando... Eu acredito que vocês gostarão muito. E posso dizer que algumas dessas coisas serão, para dizer o mínimo, <em>surpreendentes</em>.</p>
<p>Tenho certeza que <strong>haverá um antes e um depois desse dia</strong>, no nosso mercado. Quem estiver lá, verá (e também vai poder se aproveitar disso).</p>
<div class="jr-btnwrap"><a class="jr-cta-btn ch8" href="https://fire.hotmart.com/" style="background:#D35400;color:#FFFFFF" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Quero participar do FIRE 2026</a></div>
<h2>Minha última dica para você que vai ao FIRE 26</h2>
<p>Aproveite muito o evento, assista palestras, conheça pessoas, visite os estandes, divirta-se, faça tudo, mas garanta uma coisa: no máximo na segunda-feira, você vai executar alguma coisa que aprendeu no evento. Vai começar algum projeto que você idealizou durante o evento. Vai fazer algum ajuste no seu negócio que você aprendeu no evento. Você VAI agir.</p>
<p>Por favor, não seja o aprendedor do evento. Nada contra quem só vai para aprender, mas o FIRE tem mais potencial do que apenas ensinar. O FIRE te entrega o potencial de se transformar de verdade. Aprenda, mas faça também. Segunda-feira, você vai lá e faz. Depois volta aqui e me conta quais foram os seus principais insights e o que você decidiu fazer primeiro. Combinado?</p>
<p>Nos vemos no FIRE!</p>
<div class="jr-btnwrap"><a class="jr-cta-btn ch8" href="https://fire.hotmart.com/" style="background:#D35400;color:#FFFFFF" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Garanta seu lugar (últimos ingressos!)</a></div>]]></content:encoded></item>
<item><title>Dia 3 de Setembro - Dia do Biólogo </title><link>https://journal.artifactory.com.br/gatosnodiva/a/dia-3-de-setembro-dia-do-biologo</link><guid>https://journal.artifactory.com.br/gatosnodiva/a/dia-3-de-setembro-dia-do-biologo</guid><pubDate>Fri, 04 Sep 2026 01:41:04 GMT</pubDate><description>Todos são Biólogos? Já que não há exercício ilegal da profissão, apenas contravenção penal.</description><content:encoded><![CDATA[<p>O objetivo aqui não é falar sobre direito, legislações ou CBO... mas sim, falar sobre os palpiteiros de todas as áreas, ainda mais agora em tempos de Internet.</p>
<p>Escolhi o próprio dia 3 de Setembro (Dia do Biólogo) para inaugurar este blog/newsletter e voltar aos meus tempos áureos de <mark class="jr-grifo">&quot;old school&quot; dos blogs no Blogger e no Blogspot.</mark> Ainda um dia desses de 2026 eu pesquisava no Google: <em>&quot;blogs ainda são lidos?&quot;.</em></p>
<p>Até porque hoje todo mundo tem alguma coisa para falar, colocar sua voz no mundo. O que não é ruim, pois acredito que todo mundo tem algo a contribuir e sou a favor da máxima que ouvi de Wendell Carvalho: &quot;alguém nesse momento está precisando do seu pior conteúdo...&quot;!</p>
<p>O que você quer dizer / ensinar ajuda alguém?</p>
<p>Ou traz discórdia?</p>
<p>Traz ansiedade?</p>
<p>Calma, que eu vou explicar! Vivemos a era do &quot;sei fazer bolo, então vou ser confeiteira na internet&quot;! Posso monetizar tudo e qualquer coisa? OK, temos a vertente do &quot;nós contra eles&quot;, nossas &quot;bandeiras&quot;, mas esse tal conteúdo tem comprovação de que funciona? E funciona pra quem? Como eu disse: traz discórdia ou ansiedade?</p>
<p>Minutos antes de sentar aqui eu estava em uma prosa despretenciosa com uma vizinha que resgatou uma cachorrinha de abandono. Apartamento de menos de 40m2. Ociosidade, lugar novo. Começou a roer coisas, claro! A vizinha, com a melhor das intenções, contratou um sujeito que se diz adestrador.... aqueles, de bairro, sabe? Vamos citar a fala dele:</p>
<p><em>&quot;... porque você tem que mostrar a ela quem manda, restringir o espaço dela no apartamento</em> <mark class="jr-grifo">(eu pensando, restringir menos ainda? Os nossos aptos aqui não tem nem 40m2!).</mark> <em>Se você fica até 4h fora de casa, pode deixar sem água e sem comida também...&quot;</em></p>
<p>E é aí que eu entro no &quot;seu pior conteúdo&quot; e no subtítulo desse texto: todos são biólogos agora?</p>
<p>David Mech (Lucyan David Mech - o próprio criador da teoria) já desmentiu a teoria ultrapassada sobre dominância em cães há mais de 10 anos (mostrar quem manda???)</p>
<p>Nós passamos anos a fio dentro de uma faculdade, horas de estudo, llivros, artigos, congressos, encontros, grupos de estudos, encontros anuais... e aí vem um curioso, que sabe-se lá Deus de onde saiu e me dá uma bola fora dessas! Sim, todos são Biólogos agora. Quantos desse não temos em todos os mercados? Desafios de emagrecimento, mecânicos, experts em finanças. Porque no acadêmico é isso: o psicólogo trata da psiquê humana e o Biólogo (com B maiúsculo porque o texto é meu!) estuda e pesquisa o comportamento visceral de animais não humanos. Mas quem resolve o meu problema é o &quot;Zezinho&quot;, porque a cachorrinha não destruiu mais nada. Claro! Está apática, não faz nenhuma atividade e fica trancada no box quando os tutores se ausentam por até 4 horas. O conteúdo desse moço ajudou a vizinha? Sim! Ela está super feliz que agora a cachorrinha está super comportada! Não trouxe discórdia e nem ansiedade, mas PARA QUEM? Porque não foi isso que eu senti da cachorrinha...</p>
<p>E por falar em congresso, em Agosto eu assisti uma palestra em um encontro de comportamentalistas onde falávamos sobre os maus-tratos que são invisíveis, como este. A ausência de saúde mental animal. O animal está gordinho, comendo, bebendo, passeando e brincando, então está bem! #sóquenão</p>
<p>Esse texto não é sobre as 5 liberdades animais.</p>
<p>Esse texto é sobre RESPONSABILIDADE! Você deve estar pensando: &quot;nossa, que clichê...&quot;. Não! Esse é um assunto que nunca fica velho! RESPONSABILIDADE não fica velha!</p>
<p>Talvez eu esteja enferrujada nesse retorno? Talvez sim. Muitas reticências e muitas aspas neste texto, eu sei. Ainda assim, é melhor a gente trazer o nosso PIOR CONTEÚDO, mas com responsabilidade, do que ficar inerte.</p>
<p>Da série: &quot;eu não vou sofrer sozinha&quot;!</p>
<p>Meu objetivo aqui não é falar sobre comportamento animal, nem legislação, nem maus-tratos animais. Meu objetivo aqui é refletir junto com vocês e trazer visões diferentes de um mercado que eu estou inserida há quase 3 décadas.</p>]]></content:encoded></item>
<item><title>Ninguém vê os anos em que você ainda não era um “caso de sucesso”</title><link>https://journal.artifactory.com.br/brunomachado/a/empreendorismo-lutas-glorias</link><guid>https://journal.artifactory.com.br/brunomachado/a/empreendorismo-lutas-glorias</guid><pubDate>Thu, 03 Sep 2026 17:20:37 GMT</pubDate><description></description><content:encoded><![CDATA[<p>É fácil admirar uma empresa depois que ela cresceu.</p>
<p>É fácil olhar para um empreendedor com clientes, equipe, dinheiro entrando e uma marca reconhecida e pensar:</p>
<p>“Esse cara deu certo.”</p>
<p>O que quase ninguém vê são os anos anteriores.</p>
<p>A época em que ninguém conhecia seu trabalho.</p>
<p>Os clientes que disseram não.</p>
<p>As propostas que ficaram sem resposta.</p>
<p>O dinheiro investido que não voltou.</p>
<p>As ideias que pareciam incríveis e simplesmente não funcionaram.</p>
<p>E, principalmente, os dias em que você mesmo não tinha certeza se aquilo daria certo.</p>
<h2>Todo negócio começa pequeno</h2>
<p>Existe uma pressão estranha para parecer grande desde o primeiro dia.</p>
<p>Logo nova. Site perfeito. Escritório bonito. Muitos seguidores. Equipamentos. Equipe. Faturamento.</p>
<p>Mas a realidade da maioria dos pequenos empreendedores é muito diferente.</p>
<p>Muitas empresas começam com uma pessoa fazendo praticamente tudo.</p>
<p>Você vende.</p>
<p>Você atende.</p>
<p>Você cobra.</p>
<p>Você divulga.</p>
<p>Você resolve o problema do cliente.</p>
<p>E, quando sobra tempo, ainda tenta descobrir como fazer tudo isso funcionar melhor no dia seguinte.</p>
<p>Não existe nada de errado nisso.</p>
<p>O pequeno negócio de hoje pode ser uma empresa muito diferente daqui a cinco anos.</p>
<p>Mas existe uma condição:</p>
<p>você precisa continuar construindo.</p>
<h3 class="jr-h3">Você está comparando o seu capítulo 1 com o capítulo 10 de outra pessoa</h3>
<p>Esse talvez seja um dos maiores problemas de empreender na era das redes sociais.</p>
<p>Nós vemos resultados o tempo inteiro.</p>
<p>“Faturei R$ 100 mil.”</p>
<p>“Contratamos nosso 50º funcionário.”</p>
<p>“Estamos inaugurando nossa nova sede.”</p>
<p>“Batemos nosso recorde de vendas.”</p>
<p>O que raramente aparece é:</p>
<p>“Passei seis meses tentando fazer isso funcionar.”</p>
<p>“Perdi dinheiro tomando uma decisão errada.”</p>
<p>“Meu primeiro produto não vendeu.”</p>
<p>“Ouvi não de dezenas de clientes.”</p>
<p>“Quase desisti.”</p>
<p>Você vê a inauguração da nova sede.</p>
<p>Não vê a primeira mesa improvisada.</p>
<p>Vê os milhares de clientes.</p>
<p>Não vê a comemoração quando apareceu o primeiro.</p>
<p>Por isso, tenha cuidado ao usar o sucesso dos outros como régua para medir o seu progresso.</p>
<p>Você pode estar apenas alguns capítulos atrás.</p>
<h3 class="jr-h3">Seu primeiro cliente importa</h3>
<p>Existe algo especial acontecendo quando uma pessoa decide pagar pelo que você oferece.</p>
<p>Talvez sejam R$ 50.</p>
<p>Talvez R$ 500.</p>
<p>Talvez R$ 5 mil.</p>
<p>O valor importa menos do que parece.</p>
<p>Porque naquele momento aconteceu algo muito importante:</p>
<p>alguém encontrou valor suficiente no que você criou para tirar dinheiro do próprio bolso e entregar para você.</p>
<p>Isso é mercado.</p>
<p>É aí que um negócio começa a deixar de ser apenas uma ideia.</p>
<p>Depois vem o segundo cliente.</p>
<p>O terceiro.</p>
<p>O décimo.</p>
<p>Você melhora o produto.</p>
<p>Aprende a vender.</p>
<p>Aprende a divulgar.</p>
<p>Comete erros.</p>
<p>Ajusta preços.</p>
<p>Entende melhor o cliente.</p>
<p>E aquilo que inicialmente parecia improvisado começa a ganhar forma.</p>
<h3 class="jr-h3">Não romantize a persistência</h3>
<p>Continuar não significa insistir eternamente na mesma ideia.</p>
<p>Essa diferença é importante.</p>
<p>Empreendedores precisam ter persistência, mas também precisam aprender a mudar.</p>
<p>Se uma campanha não funciona, mude.</p>
<p>Se o cliente não quer seu produto, tente entender por quê.</p>
<p>Se o preço está errado, ajuste.</p>
<p>Se você descobriu uma maneira melhor de fazer, abandone o orgulho e faça diferente.</p>
<p>Persistência não é bater todos os dias na mesma parede esperando que ela desapareça.</p>
<p>É continuar procurando uma porta.</p>
<p>Às vezes, crescer exige insistir.</p>
<p>Outras vezes, exige reconhecer que você estava errado.</p>
<p>Os dois fazem parte do jogo.</p>
<h3 class="jr-h3">Você provavelmente sabe muito mais do que sabia um ano atrás</h3>
<p>Esse é um exercício interessante.</p>
<p>Pense no empreendedor que você era 12 meses atrás.</p>
<p>Quantas coisas que pareciam complicadas naquela época hoje são normais para você?</p>
<p>Quantas decisões você tomaria diferente?</p>
<p>Quantos erros conseguiria evitar?</p>
<p>Esse conhecimento tem valor.</p>
<p>Nem todo crescimento aparece imediatamente no faturamento.</p>
<p>Às vezes ele aparece primeiro na sua capacidade de tomar decisões melhores.</p>
<p>Depois, os números começam a acompanhar.</p>
<h3 class="jr-h3">Talvez você esteja vivendo justamente a parte da história que ninguém vai contar</h3>
<p>Se você está começando agora, talvez seu negócio ainda seja pequeno.</p>
<p>Talvez esteja trabalhando sozinho.</p>
<p>Talvez as vendas ainda sejam instáveis.</p>
<p>Talvez algumas pessoas nem entendam direito o que você está tentando construir.</p>
<p>Tudo bem.</p>
<p>Porque praticamente toda história empresarial que admiramos tem uma parte pouco interessante para quem olha de fora.</p>
<p>É a fase da construção.</p>
<p>Sem manchetes.</p>
<p>Sem grandes números.</p>
<p>Sem aplausos.</p>
<p>Apenas alguém tentando fazer alguma coisa funcionar um pouco melhor a cada dia.</p>
<p>E talvez daqui a alguns anos alguém encontre sua empresa, veja seus resultados e diga:</p>
<p>“Você teve sorte. Seu negócio deu certo.”</p>
<p>Provavelmente essa pessoa nunca saberá quantas vezes não deu.</p>
<p>Quantas coisas precisaram mudar.</p>
<p>Quantos “nãos” vieram antes dos “sins”.</p>
<p>E quantos dias comuns foram necessários para construir aquilo que, visto de fora, parece ter acontecido de repente.</p>
<p>Por isso, se você está nessa fase agora, não tenha vergonha de estar começando pequeno.</p>
<p>Aprenda.</p>
<p>Venda.</p>
<p>Erre.</p>
<p>Melhore.</p>
<p>Cuide do seu dinheiro.</p>
<p>Escute seus clientes.</p>
<p>E continue construindo.</p>
<p>Porque antes de existir um “caso de sucesso”, quase sempre existiu alguém trabalhando durante muito tempo sem nenhuma garantia de que um dia seria chamado assim.</p>]]></content:encoded></item>
<item><title>Hollywood disruptada.</title><link>https://joaopedroresende.com/a/hollywood-disruptada</link><guid>https://joaopedroresende.com/a/hollywood-disruptada</guid><pubDate>Thu, 03 Sep 2026 10:35:28 GMT</pubDate><description>A indústria cinematográfica não tem como desver isso. Mas será que o público vai querer... ver?</description><content:encoded><![CDATA[<p>A indústria cinematográfica não tem como desver isso. Mas será que o público vai querer... ver?</p><p><em>Conteúdo para inscritos — leia no site.</em></p>]]></content:encoded></item>
<item><title>Já é hora de buscar uma carreira de Serviço Braçal?</title><link>https://joaopedroresende.com/a/hora-de-buscar-uma-carreira-de-servico-bracal</link><guid>https://joaopedroresende.com/a/hora-de-buscar-uma-carreira-de-servico-bracal</guid><pubDate>Wed, 02 Sep 2026 10:41:14 GMT</pubDate><description>Há especialistas em IA dizendo para você se tornar Encanador. Será?</description><content:encoded><![CDATA[<p>Se formos depender dos comentaristas de IA da internet, em breve viveremos no mundo do Super Mario Bros, onde só teremos encanadores e NPCs controlados por IA.</p>
<p>Parece que a profissão de encanador está entre as preferidas entre aqueles que sugerem profissões seguras para quem não quer ser ameaçado de perder espaço para a IA. E, de fato, talvez esta seja uma das profissões que sofrerão menos impacto num mundo pós-IA, mas o quão sério é de fato esse tipo de recomendação? Estaríamos nós diante do fim dos &quot;trabalhos de escritório&quot; feitos por seres humanos?</p>
<p>É sobre isso que pretendo escrever hoje.</p>
<div class="jr-callout">A ideia deste artigo veio da pergunta de um leitor no Instagram. A caixinha de perguntas fica sempre aberta aqui no Journal. Sua pergunta pode vir parar aqui também.</div>
<h2>A sua profissão está prestes a desaparecer? Ou está prestes a mudar radicalmente?</h2>
<p>Não há como negar que existe um enorme interesse nesse tópico. As perguntas em volta do tema &quot;fim de alguma profissão&quot; não páram de chegar e eu já toquei no tema aqui no Journal pelo menos duas vezes:</p>
<div class="jr-quadro" data-quadro="[{&quot;tipo&quot;:&quot;post&quot;,&quot;valor&quot;:&quot;159&quot;},{&quot;tipo&quot;:&quot;post&quot;,&quot;valor&quot;:&quot;166&quot;}]" data-cols="2" data-titulo="Artigos relacionados"></div>
<p>Mas, da última vez, a pergunta veio em uma forma diferente, mais abrangente. A ideia por trás da pergunta era entender se os &quot;trabalhos braçais&quot; vão se valorizar e se valeria à pena migrar para eles uma vez que &quot;a IA não seria capaz de fazê-los&quot;.</p>
<p>Bem, há muitos pontos para cobrir aqui, então comecemos pelo seguinte: <em>será que sobra algo para fazermos dentro de um escritório, na frente do computador?</em></p>
<p>Se você assistiu <a href="https://www.youtube.com/watch?v=zBHtTpeu8ZI" target="_blank" rel="noopener noreferrer">meu vídeo sobre Inteligência Artificial</a> no Youtube, sabe que na minha visão, <em>sim</em>, ainda haverá muita coisa para se fazer dentro de um escritório e os tipos de tarefas que ficam na mão dos seres humanos, para mim são:</p>
<ul class="jr-list"><li><i class="jr-sq"></i><p>Tarefas de alta criticidade que demandam accountability forte de alguém (responsabilização)</p></li><li><i class="jr-sq"></i><p>Tarefas envoltas em muita ambiguidade / abstração onde é preciso decidir em cenários dinâmicos (julgamento)</p></li></ul>
<p>Em outras palavras: a forma de chegar ao resultado pode até mudar, mas sempre que precisarmos de um humano para se responsabilizar por algo, ou para decidir por algo onde há múltiplas possibilidades de respostas certas (ou erradas!) teremos uma tarefa de alta proteção contra automação por IA.</p>
<p>É por isso que os maiores ameaçados pela IA sempre foram os profissionais Júniores. Normalmente eles não têm experiência para assumir algo de alta criticidade, nem têm bagagem para navegar e decidir em cenários ambíguos ou muito dinâmicos.</p>
<p>E, aqui, aproveito para dar uma dica a estes Juniores que estão tentando ingressar no mercado de trabalho atualmente: <strong>tornem-se os melhores usuários de AI da sua profissão. É isso que pode compensar o seu gap de experiência, enquanto você ainda não a tem.</strong> Uma parte ENORME de profissionais sêniores vão se recusar, ou vão ignorar, ou terão dificuldade de se adequar ao novo cenário de suas respectivas profissões na era pós-IA. Essa é a janela de entrada para o Júnior.</p>
<p>Um segundo ângulo que podemos explorar em cima daquela pergunta original é: <em>OK, ainda haverá espaço escritório. Mas será que estes trabalhos ainda valerão à pena?</em></p>
<p>E aqui teremos um monte de &quot;dependes&quot;.</p>
<p>Depende dos objetivos de vida, da vocação, das preferências e sentimento de realização pessoal que cada um terá com cada tipo de trabalho. Do ponto de vista financeiro, você só chegará no topo de remuneração da sua profissão assumindo cargos de altíssima responsabilidade (onde um erro ou acerto implica em impacto enorme para a instituição que você representa), ou construindo um negócio que deu muito certo (o que normalmente também trará altíssima responsabilidade).</p>
<p>Já no meio do caminho de uma carreira, que é onde a maior parte dos profissionais tendem a ficar, do ponto de vista financeiro, a discussão ganha uma abrangência maior porque vamos precisar passar pelo tema de oferta profissional.</p>
<h2>A inflação do diploma: sim, o seu diploma vale menos hoje (e não é culpa da IA)</h2>
<p>Se a economia não vai bem, a demanda por quase todo tipo de profissional, cai. Mas e se, além de uma <span class="jr-tip" tabindex="0">economia fraca<span class="jr-tipcard larga">Brasil 2026:<br>• Taxa de juros de mais de 14% - maior juros real do mundo. Consegue ser pior que o da Rússia, que é um país SANCIONADO e em GUERRA.<br>• 82% das famílias brasileiros ENDIVIDADAS.<br>-29,9% de Inadimplência: a maior da história.<br>• Mais dinheiro circulando em BETS (R$ 300+ bilhões) do que: bolsa família, educação pública, o ecommerce inteiro do país... o valor chega a ser quase METADE do que o Brasil inteiro investe em Construção Civil.<br>• Recorde de empresas falindo, entrando em Recuperação Judicial: quase 7.000 no ano.<br>Um desastre completo.</span></span>, tivermos EXCESSO de profissinonais em cada atuação?</p>
<p>À medida que mais pessoas foram ganhando acesso às universidades, e estas, por sua vez, foram abrindo cada vez mais seu leque de cursos, um número crescente de pessoas optou cada vez mais por formações em profissões que estão distante dos &quot;trabalhos braçais&quot;. O resultado é uma escassez de oferta de profissionais técnicos, como eletricista, encanador (olha ele aí de novo!), mecânicos, etc e um excedente monstruoso de outros tipos de profissionais, como veremos mais adiante.</p>
<p>A valorização deste tipo de prestador de serviço &quot;braçal&quot;, começou muito antes da IA chegar e, a menos que haja um aumento de oferta de profissionais nesse sentido, a tendência é continuar valorizando. Aliás, algumas dessas profissões tendem a surfar, além da escassez de oferta, um boom de demanda, que pode fazê-las dar um salto extra de valorização no meio do caminho. É o caso dos eletricistas, por exemplo. O maior novo mercado que existe é o mercado de IA e, atualmente, a base da infraestrutura desse mercado é feita de datacenters gigantescos, obras faraônicas multi-bilionárias, que vão precisar muito de... eletricistas e prestadores de serviços &quot;braçais&quot; de natureza similar. É o aumento dessa DEMANDA que gera a valorização, e não a capacidade de &quot;automação&quot; da IA em si. Porém, este não é um fenômeno que se dá em todas as geografias, muito menos na mesma intensidade (o Brasil mesmo ainda não está participando dessa festa da infraestrutura de IA).</p>
<p>Mas há o outro lado da moeda. Existe uma quantidade enorme de profissões que estão desvalorizando... por excesso de gente formada em uma economia onde a demanda não acompanhou.</p>
<p>Na verdade, de modo geral, o &quot;prêmio&quot; de remuneração para quem tem diploma caiu no mundo todo. Eu decidi pesquisar um pouco mais a fundo estes números e encontrei algumas coisas curiosas.</p>
<ul class="jr-list"><li><i class="jr-sq"></i><p>Nos EUA o prêmio de quem tinha diploma para quem não tem saiu de 79% → ~75%</p></li><li><i class="jr-sq"></i><p>No Brasil, nos últimos 12 anos, caiu de 152% → 126%</p></li></ul>
<p>Pois é, a queda é grande, mas é inegável que o diploma ainda vale muito no Brasil. Entretanto, vale destacar que esta queda não é igual para todo mundo.</p>
<figure class="jr-fig a-centro"><img style="width:100%;display:block" src="/media/7885349e785fdf73d21b.webp" alt="Pesquisa da FGV (variação entre 2012 e 2013)"><figcaption class="jr-figcap">Pesquisa da FGV (variação entre 2012 e 2013)</figcaption></figure>
<p>Como se pode ver, algumas profissões estão sofrendo muito mais que outras e isso não tem nada a ver com IA ainda. É puro excesso de gente para a demanda que existe no momento.</p>
<p>A Advocacia é um caso interessante. O rendimento dos advogados em exercício ficou flat nesse período, mas o problema é que existe uma massa gigantesca de gente formada em advocacia que não exerce profissão e com isso têm a renda, obviamente, muito abaixo do padrão da profissão. Só para se ter uma ideia, o caso da advocacia no Brasil é tão bizarro, que nosso país tem mais cursos de direitos do que todo o resto do mundo somado. Só entre 2020 e 2024 foram mais de 560.000 formados.</p>
<p>Chama atenção também a Medicina, perdendo 37% do rendimento para os profissionais sem especialização e 13% para os especialistas. Detalhe: as vagas em faculdades de medicina mais que dobraram desde 2013.</p>
<p>Mas o caso mais assustador de &quot;inundação&quot; de profissionais está em Pedagogia. Este é o maior curso do Brasil. Só em 2024 foram 888.000 matrículas... num país onde temos cada vez menos filhos e crianças em idade escolar. Agora, pense também, que muita gente ainda está fazendo dívida (majoritariamente financiada pelo estado), para se formar em uma profissão com um excedente descomunal de profissionais disponíveis no país. Pois é.</p>
<h2>Mas, afinal, os &quot;trabalhos braçais&quot; estão se valorizando, ou não?</h2>
<p>Sim, <em>eles estão se valorizando</em>. Mas o ponto aqui é: será que a valorização deles é suficiente para torná-los interessantes para alguém planejar uma mudança de carreira para um deles?</p>
<p>Isso é o que eu encontrei sobre alguns destes trabalhos.</p>
<figure class="jr-fig a-centro"><img style="width:100%;display:block" src="/media/f256fd0a333eb043f916.webp" alt=""></figure>
<p>É claro que um autônomo eletricista pode ganhar bem mais que os R$ 2.500 (ou até os R$ 4.000) da tabela, mas é importante fazer bastante conta antes de considerar por uma mudança de carreira desse tipo, a depender é claro, de onde você está hoje.</p>
<p>Sobretudo no Brasil, estes trabalhos ainda são muito pouco valorizados (nos EUA/Europa isso muda substancialmente, mas ainda assim, não é óbvio). Ainda que eles tivessem uma valorização grande, existe um gap importante para outras profissões que tem se sentido mais ameaçadas pela IA. Estas outras profissões teriam que cair muito e estes serviços precisariam valorizar muito para o gap fechar.</p>
<h2>O que manda é a Lei da Oferta e da Demanda: mesmo amanhã</h2>
<p>É muito comum ver quem prega que as pessoas deveriam começar a migrar para trabalhos braçais, dizer isso em função da premissa que a IA irá tomar conta de todo o trabalho de escritório. Porém, se isto acontecer, e de fato a IA tomar todo o trabalho de escritório, uma grande parte dessas pessoas que trabalhavam no escritório antes serão &quot;empurradas&quot; para estes ofícios / trabalhos braçais. Isso implica em um aumento de OFERTA desse tipo de serviço, e portanto, cria uma força <strong>contrária</strong> à valorização.</p>
<p>Então, talvez, se você está pensando que a IA é uma boa justificativa para mudar de carreira para os &quot;serviços braçais&quot;, pense bem. Existe uma chance do efeito dela se anular devido ao aumento de oferta, sem o devido aumento de demanda.</p>
<h2>OK, então como pensar sobre carreira no momento atual?</h2>
<p>O momento atual é de muita especulação, o que normalmente gera decisões baseadas em medo, e não necessariamente baseadas em alinhamento de objetivos, vocação, inclinação natural, etc, que são coisas capazes de compor para gerar vantagem a alguém construindo uma carreira.</p>
<p>Eu só posso dizer o que eu faria: não tomaria a decisão de mudar de carreira baseado em especulação sobre o que a IA pode, ou não pode fazer com minha profissão atual. Eu precisaria ter muito mais convicção para isso.</p>
<p>Eu pensaria antes em entender as implicações da tecnologia na minha profissão atual e ver qual a melhor forma de usá-la. A maioria das pessoas vai levar TEMPO DEMAIS para &quot;pegar&quot; o que está acontecendo. Essa me parece ser a grande oportunidade. Volto a dar o exemplo dos devs. Um dev que hoje é fluente em IA, vale muito mais do que um dev comum com o mesmo nível de experiência. Enquanto muitos vão resistir e segurar a mudança por receio, aqueles que a fizerem primeiro são os que terão mais espaço no mercado pela simples lógica que eles conseguem causar muito mais impacto no negócio.</p>
<p>E as premissas que eu citei aqui mais cedo seguem muito válidas para praticamente todas as profissões:</p>
<p><em>Quanto mais necessidade de accountability e de julgamento, menos risco de automação existe naquela função.</em></p>
<p>Por fim, para se diferenciar como profissional aqui vão alguns itens que eu considero que terão maior peso...</p>
<ul class="jr-list"><li><i class="jr-sq"></i><p>Gosto (que tem 100% a ver com julgamento)</p></li><li><i class="jr-sq"></i><p>Domínio do problema (oriundo de experiência/vivência em determinada área)</p></li><li><i class="jr-sq"></i><p>Comunicação / articulação (e mais o conjunto base de soft skills)</p></li><li><i class="jr-sq"></i><p>Credibilidade (a moeda mais valiosa de todas em 2026+)</p></li><li><i class="jr-sq"></i><p>Comunidade (audiência, acesso à distribuição da sua mensagem)</p></li><li><i class="jr-sq"></i><p>Capacidade de aprendizado (e adaptação)</p></li><li><i class="jr-sq"></i><p>Criatividade (resolve problemas que surgem em formas e cenários diferentes)</p></li></ul>
<p>O momento agora é de muita mudança, muita especulação, e muita oportunidade, portanto... muita calma, trabalho e estudo nessa hora.</p>
<p>O que você acha disso tudo? Tem pensando sobre o tema? Adoraria saber nos comentários como você tem pensado sua carreira neste cenário.</p>]]></content:encoded></item>
<item><title>10 anos de ATweb</title><link>https://journal.artifactory.com.br/em-producao/a/10-anos-em-producao</link><guid>https://journal.artifactory.com.br/em-producao/a/10-anos-em-producao</guid><pubDate>Tue, 01 Sep 2026 11:27:11 GMT</pubDate><description>O ATweb nasceu pensando em empresas menores, cresceu sendo desafiado por grandes operações e chegou aos 10 anos ainda em movimento.</description><content:encoded><![CDATA[<p>Neste mês (Setembro de 2026), o ATweb completa 10 anos.</p>
<p>Quando começamos, imaginávamos uma plataforma voltada principalmente para empresas menores. O objetivo era resolver problemas reais de atendimento e organização, construindo um sistema simples, útil e próximo da realidade dos clientes.</p>
<p>Mas os planos mudaram enquanto estávamos executando.</p>
<p>Empresas maiores começaram a chegar. Com elas vieram operações mais complexas, volumes que nunca tínhamos enfrentado, integrações, regras específicas e um nível de responsabilidade muito maior. Em muitos momentos, não estávamos completamente preparados — mas precisávamos aprender rápido.</p>
<p>E aprendemos fazendo.</p>
<p>Houve uma época em que o crescimento exigia esforço físico, literalmente. Fizemos bate e volta até São Paulo para buscar servidores novos e levá-los ao datacenter. Saíamos às cinco da manhã e voltávamos para casa às cinco da manhã do dia seguinte. Eram 24 horas seguidas entre estrada, equipamentos, configurações e a pressão de colocar tudo para funcionar.</p>
<p>Hoje parece uma realidade distante. A infraestrutura mudou, a tecnologia evoluiu e boa parte daqueles problemas ganhou soluções mais modernas. Mas essas histórias representam bem o que foi construir o ATweb: perceber um limite, agir rápido e encontrar uma maneira de continuar.</p>
<p>Durante esses 10 anos, tivemos que aprender muito mais do que desenvolver software. Aprendemos sobre atendimento, gestão, infraestrutura, segurança, processos e, principalmente, sobre pessoas. Entendemos que entregar uma boa plataforma é apenas uma parte do trabalho. É preciso conhecer a operação do cliente, estar presente nos momentos importantes e assumir responsabilidade pelo que acontece depois que o sistema entra no ar.</p>
<p>A empresa também cresceu. Novas pessoas foram chegando, trazendo conhecimento, ideias e diferentes formas de enxergar os problemas. Hoje somos um time de 10 pessoas. Pode parecer pequeno diante do tamanho das operações que atendemos, mas é um time que conhece profundamente o produto, os clientes e a responsabilidade que carrega.</p>
<p>Olhando para trás, é fácil enxergar decisões que poderiam ter sido diferentes. Houve erros, noites mal dormidas, tecnologias que ficaram antigas e momentos em que tivemos que reconstruir partes importantes enquanto tudo continuava funcionando.</p>
<p>Ao mesmo tempo, cada dificuldade ajudou a formar o que somos hoje.</p>
<p>Completar 10 anos não significa que chegamos ao destino. Na verdade, tenho a sensação de que estamos começando uma nova fase. Mais maduros, com mais experiência e conscientes de que aquilo que nos trouxe até aqui não será, necessariamente, o que nos levará aos próximos 10 anos.</p>
<p>Se existe uma coisa que essa história nos ensinou, é que uma empresa não cresce porque tem todas as respostas. Ela cresce porque continua aprendendo, mesmo quando os desafios chegam antes de ela se sentir pronta.</p>
<p>O ATweb nasceu pensando em empresas menores, cresceu sendo desafiado por grandes operações e chegou aos 10 anos ainda em movimento.</p>
<p>Ainda aprendendo. Ainda evoluindo. Ainda em produção...</p>]]></content:encoded></item>
<item><title>Onde a IA realmente ajuda no atendimento ao cliente</title><link>https://journal.artifactory.com.br/em-producao/a/onde-a-ia-realmente-ajuda-no-atendimento-ao-cliente</link><guid>https://journal.artifactory.com.br/em-producao/a/onde-a-ia-realmente-ajuda-no-atendimento-ao-cliente</guid><pubDate>Mon, 31 Aug 2026 22:07:20 GMT</pubDate><description>Depois de anos acompanhando operações de atendimento por meio do ATweb, percebo que o maior valor da IA nem sempre está em substituir quem atende. Muitas vezes, ela gera mais resultado quando trabalha nos bastidores, organizando informações e preparando o atendente para tomar decisões melhores.</description><content:encoded><![CDATA[<p>Quando se fala em inteligência artificial no atendimento, é comum imaginar uma operação totalmente automatizada: o cliente envia uma mensagem, a IA entende o problema, toma uma decisão e resolve tudo sem qualquer participação humana.</p>
<p>Essa visão é interessante, mas está distante da realidade de muitas empresas.</p>
<p>Depois de anos acompanhando operações de atendimento por meio do ATweb, percebo que o maior valor da IA nem sempre está em substituir quem atende. Muitas vezes, ela gera mais resultado quando trabalha nos bastidores, organizando informações e preparando o atendente para tomar decisões melhores.</p>
<p>Imagine um consumidor que entra em contato para saber sobre uma assistência técnica. Antes de responder, o atendente precisa identificar o cliente, localizar o produto, consultar atendimentos anteriores, verificar uma ordem de serviço e entender o que já foi combinado.</p>
<p>No ATweb, procuramos concentrar essas informações e oferecer uma visão mais completa do relacionamento com o cliente. A IA pode tornar esse processo ainda mais eficiente: resumindo o histórico, identificando o assunto da conversa e destacando as informações realmente importantes.</p>
<p>Em vez de o atendente ler dezenas de mensagens, ele pode receber algo como:</p>
<p>“Cliente relata atraso no reparo. A ordem de serviço está aberta há 12 dias. Já entrou em contato duas vezes e demonstra insatisfação.”</p>
<p>Com esse contexto, a equipe começa o atendimento sabendo o que aconteceu, qual é o nível de urgência e qual deve ser o próximo passo.</p>
<p>A IA também pode ajudar na classificação dos contatos. Uma mensagem sobre defeito em um produto pode ser direcionada para o atendimento técnico. Uma dúvida sobre entrega pode seguir para a equipe responsável pelos pedidos. Uma intenção de compra pode se transformar em oportunidade comercial.</p>
<p>Essa triagem reduz transferências desnecessárias e evita que o cliente precise repetir o problema várias vezes.</p>
<p>Mas existe um contraponto importante: classificar não é o mesmo que compreender completamente.</p>
<p>O cliente nem sempre explica o problema com clareza. Ele pode misturar diferentes assuntos, demonstrar irritação ou precisar de uma exceção que não está prevista no processo. Se a empresa confiar cegamente na decisão da IA, pode direcionar o atendimento para o lugar errado ou oferecer uma resposta que não considera toda a situação.</p>
<p>Outro exemplo está nas sugestões de resposta. A IA pode consultar informações, interpretar a conversa e preparar uma mensagem para o atendente. Isso reduz o tempo gasto procurando procedimentos e escrevendo respostas repetitivas.</p>
<p>Por outro lado, permitir que a IA responda automaticamente a qualquer situação pode criar um atendimento rápido, mas distante. Uma resposta tecnicamente correta pode parecer indiferente diante de um cliente que está esperando há vários dias ou que já tentou resolver o mesmo problema diversas vezes.</p>
<p>Automatizar tudo não significa necessariamente atender melhor.</p>
<p>Dentro do ATweb, os bots e as automações podem cuidar de etapas previsíveis, como coletar dados iniciais, identificar o motivo do contato e encaminhar a conversa. A IA amplia essa capacidade ao entender mensagens mais naturais, sem depender apenas de menus rígidos ou palavras específicas.</p>
<p>Ainda assim, existe um momento em que a conversa precisa chegar a uma pessoa. Negociações, reclamações mais delicadas, exceções comerciais e decisões que envolvem responsabilidade não deveriam ficar completamente nas mãos de um modelo de inteligência artificial.</p>
<p>Por isso, acredito que o melhor uso da IA no atendimento esteja na combinação entre tecnologia, processos e pessoas.</p>
<p>O ATweb organiza os canais, os históricos e os fluxos da operação. A IA pode interpretar essas informações, encontrar padrões, resumir conversas, sugerir ações e reduzir tarefas repetitivas. O atendente, por sua vez, continua responsável por compreender as nuances, aplicar empatia e tomar decisões quando o processo padrão não é suficiente.</p>
<p>A pergunta, portanto, não deveria ser apenas:</p>
<p>“Quantos atendimentos podemos automatizar?”</p>
<p>Talvez a pergunta mais importante seja:</p>
<p>“Como podemos usar a IA para que cada atendimento seja mais rápido, contextualizado e resolutivo?”</p>
<p>No fim, o papel da IA não precisa ser afastar as empresas de seus clientes. Quando bem aplicada, ela faz justamente o contrário: elimina parte do trabalho operacional para que as pessoas tenham mais tempo e informação para cuidar do que realmente importa.</p>
<p>Até a próxima 😊</p>]]></content:encoded></item>
<item><title>A incansável busca pela produtividade </title><link>https://journal.artifactory.com.br/giovanacarvalho/a/a-incansavel-busca-pela</link><guid>https://journal.artifactory.com.br/giovanacarvalho/a/a-incansavel-busca-pela</guid><pubDate>Mon, 31 Aug 2026 18:27:15 GMT</pubDate><description></description><content:encoded><![CDATA[<p>Quando decidi que faria a faculdade de direito, eu sabia que junto com a minha decisão viria também intermináveis 10 (dez) semestres do curso, ou seja, cinco bons anos estudando à noite e trabalhando durante o dia.</p>
<p>Para que essa rotina funcionasse eu precisava equilibrar muitos pratos e, dentre eles, estava a obrigação de ajudar minha mãe com as tarefas de casa.</p>
<p>Me lembro que desde sempre e para todas essas coisas - estudar, fazer trabalho, trabalhar ou limpar a casa - eu sempre tinha algo como indispensável: ouvir música.</p>
<p>Uma boa faxina nunca começava sem antes a playlist ser escolhida, o que sempre acontecia de acordo com a vibe/humor do dia. Importante lembrar aos mais jovens que, naquela época, escolher uma playlist significava abrir uma pasta com CDs ou DVDs, e colocar algum deles para tocar no aparelho.</p>
<p>No trabalho sempre tinha alguma rádio ao vivo tocando ou então algumas músicas baixadas via download, rodando de forma aleatória no bom e velho Windows Media Player.</p>
<p>Com o passar dos anos e o avançar da tecnologia, o Spotify ganhou meu coração.</p>
<p>Para toda tarefa mais complexa, para aqueles casos adiados sucessivamente e que precisam ser entregues com urgência ou então para aqueles dias em que a procrastinação parece que vai me vencer, o melhor jeito para entrar no flow é ligar minha playlist <a href="https://open.spotify.com/playlist/0pHb5zEPUvV5U6vBFDwoZY?si=c5c8021763e645b9" target="_blank" rel="noopener noreferrer">&quot;Let's Work&quot;</a> e deixar fluir (o que dá certo na maioria das vezes).</p>
<p>Adotei este método por pura intuição e, apesar de eu funcionar assim há anos, todo assunto bem desenvolvido e que trata sobre produtividade e/ou procrastinação me chama a atenção. Confesso que meu objetivo sempre foi encontrar nesses conteúdos a &quot;fórmula mágica&quot; para virar a rainha da produtividade. Ledo engano!</p>
<p>Embora tenha conteúdos muito bons a respeito ( <a href="https://joaopedroresende.com/a/venca-a-procrastinacao" target="_blank" rel="noopener noreferrer">inclusive tem um bem bacana do J.P. Resende aqui no Journal</a> ), até então eu nunca tinha adotado nenhum método X ou Y e testado de forma efetiva. Na verdade, acabo pegando sempre uma dica ou outra dessas boas indicações e, com isso, vou aprimorando meu próprio método.</p>
<p>Recentemente, iniciei a leitura do livro <a href="https://www.h1editora.com/produto/produtividade-do-bem-150182" target="_blank" rel="noopener noreferrer">&quot;Produtividade do Bem&quot; (Feel-Good Productivity - H1 Editora)</a>, escrito pelo médico e educador digital Ali Abdaal, o especialista em produtividade com mais seguidores no mundo.</p>
<p>Em seu livro, Ali Abdaal propõe o adeus à cultura da exaustão e ensina, dentre outras coisas, que o bem-estar é a melhor ferramenta de produtividade, que a seriedade é superestimada e que, caso você deseje produzir mais sem arruinar sua vida, você deveria abordar seu trabalho com uma postura de &quot;diversão&quot;. Para isso, ele sugere que ao analisar a sua rotina, suas tarefas mais difíceis e o seu trabalho em geral, você se pergunte: &quot;Como seria se fosse divertido?&quot;.</p>
<p>Na sequência, ele próprio respondeu como é que o trabalho dele (médico com plantões intermináveis e que se especializava em medicina geriátrica), se tornaria mais divertido: se tivesse música!</p>
<blockquote class="jr-quote"><p>&quot;A primeira resposta me veio de imediato: se fosse divertido, haveria música. Percebi que memorizar as tediosas vias bioquímicas se tornou magicamente muito mais interessante com a trilha sonora de O Senhor dos Anéis tocando em meus fones de ouvido. De repente, a música se tornou uma das formas mais importantes para eu trazer mais diversão ao meu trabalho&quot;.</p></blockquote>
<p>E foi então que eu me dei conta de que, na verdade, a música não me faz entrar em um estado de &quot;transe&quot; a ponto de me permitir produzir da forma como eu gostaria. Mais do que isso, ela é o fio condutor, o elemento capaz de tornar as tarefas mais difíceis e os dias mais cansativos em algo minimamente divertido.</p>
<p>Dito isto, e longe de mim querer simplificar algo que claramente é bem mais complexo e possui diversas camadas, diga-me: se hoje, apenas hoje, você deixasse de tentar encontrar a tal fórmula mágica da produtividade e se perguntasse como seria aquilo que você precisa fazer se fosse divertido, qual seria a sua mais sincera resposta?</p>
<p>Por mais simples que possa parecer, incluir o lema do &quot;como seria se fosse divertido&quot;, pode te trazer resultados transformadores. Por ser muito mais fácil de aplicar do que tantos outros métodos que exigem que você pare absolutamente tudo o que está fazendo para organizar todos os seus próximos passos, pensar em uma música bacana, adicionar senso de humor ou uma forma mais criativa de fazer o que precisa ser feito pode ser a tal &quot;fórmula mágica&quot; que você precisava para hoje.</p>]]></content:encoded></item>
<item><title>Como eu (re)começaria do ZERO...</title><link>https://joaopedroresende.com/a/como-eu-re-comecaria-do-zero</link><guid>https://joaopedroresende.com/a/como-eu-re-comecaria-do-zero</guid><pubDate>Fri, 28 Aug 2026 12:57:36 GMT</pubDate><description>... depois de: quebrar uma empresa, trabalhar de CLT e criar um Unicórnio de mais de $1 bilhão de dólares.</description><content:encoded><![CDATA[<p>... depois de: quebrar uma empresa, trabalhar de CLT e criar um Unicórnio de mais de $1 bilhão de dólares.</p><p><em>Conteúdo para inscritos — leia no site.</em></p>]]></content:encoded></item>
<item><title>Uma semana dentro da operação</title><link>https://journal.artifactory.com.br/em-producao/a/uma-semana-dentro-da-operacao</link><guid>https://journal.artifactory.com.br/em-producao/a/uma-semana-dentro-da-operacao</guid><pubDate>Fri, 28 Aug 2026 11:56:20 GMT</pubDate><description>Voltamos de BH com a plataforma em produção, muitos aprendizados e a certeza de que proximidade também faz parte do produto.</description><content:encoded><![CDATA[<p>Passamos uma semana em Belo Horizonte acompanhando o go-live da Suggar. Mais do que colocar um sistema em produção, vivemos de perto a rotina de quem realmente vai utilizá-lo.</p>
<p>Ficamos imersos nos processos da empresa, ajustando parâmetros, personalizando recursos e entendendo situações que dificilmente apareceriam apenas em reuniões ou vídeo-conferências. O contato direto com os usuários permitiu ouvir dúvidas, identificar necessidades e realizar ajustes enquanto a operação acontecia.</p>
<figure class="jr-fig a-centro" style="--fw:75%"><img style="width:100%;display:block" src="/media/f5d560e8e5fd969c794b.webp" alt="Eu, Marilene, Renata e Marcelo (meu sócio na ATweb)"><figcaption class="jr-figcap">Eu, Marilene, Renata e Marcelo (meu sócio na ATweb)</figcaption></figure>
<p>É nesse momento que percebemos que um go-live não representa apenas o fim de uma implantação. Ele marca o início de uma nova fase, na qual tecnologia, processos e pessoas precisam funcionar juntos.</p>
<p>Em projetos Enterprise, somente entregar o software não é suficiente. Estar presente faz diferença. É acompanhando a operação de perto que transformamos funcionalidades em soluções reais, reduzimos inseguranças e construímos confiança.</p>
<figure class="jr-fig a-centro" style="--fw:75%"><img style="width:100%;display:block" src="/media/3f7c095121e1de18c68f.webp" alt=""></figure>
<p>Voltamos de BH com a plataforma em produção, muitos aprendizados e a certeza de que proximidade também faz parte do produto.</p>
<p>Até a próxima!</p>]]></content:encoded></item>
<item><title>Assim como a profissão de programador como você enxerga profissões criativas como Design, Edição de Vídeo e Copywriting?</title><link>https://joaopedroresende.com/a/assim-como-a-profissao-de-programador-como-voce-enxerga-profissoes-cri-mtaqn6hu</link><guid>https://joaopedroresende.com/a/assim-como-a-profissao-de-programador-como-voce-enxerga-profissoes-cri-mtaqn6hu</guid><pubDate>Thu, 27 Aug 2026 00:55:35 GMT</pubDate><description></description><content:encoded><![CDATA[<p></p><p><em>Conteúdo para inscritos — leia no site.</em></p>]]></content:encoded></item>
<item><title>O Fim dos Programadores (e o que muda a partir daqui)</title><link>https://joaopedroresende.com/a/o-fim-dos-programadores</link><guid>https://joaopedroresende.com/a/o-fim-dos-programadores</guid><pubDate>Tue, 25 Aug 2026 20:33:58 GMT</pubDate><description>Os frontier labs e até mesmo os fabricantes de chips decretaram o Fim dos Programadores. Mas aí, isso aqui aconteceu...</description><content:encoded><![CDATA[<p>Antes de ser fundador e CEO, eu sou um Cientista de Computação e tenho um amor enorme pela profissão. Não só devo muito à ela, mas foi o espaço de trabalho onde pude conhecer algumas das pessoas mais inteligentes que passaram e/ou ainda fazem parte da minha vida e dos meus projetos.</p>
<p>Quando os CEOs dos laboratórios de fronteira praticamente decretaram o fim da profissão alguns anos atrás, eu precisei parar para pensar a respeito e chegar às minhas próprias conclusões. Normal, eu sou mineiro, naturalmente desconfiado, e claro, nutro grande afeto pela minha profissão e eu precisava ter certeza de o quanto disso era marketing e o quanto de verdade havia nesse discurso.</p>
<p>O resultado é que ainda em 2023 eu acabei me tornando um dos poucos tecnologistas defendendo que a profissão, ainda que mudasse, seria uma área com demanda por muitos e muitos anos, enquanto muitos dos meus colegas abraçaram o discurso de que ninguém mais precisaria de engenheiros de software.</p>
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<h2>Mas o que de fato aconteceu, então?</h2>
<p>Aconteceu que a IA generativa se tornou uma ferramenta <strong>extraordinária</strong> de geração de código, muito melhor que as anteriores. Sim, sempre existiu um mundo de ferramentas de geração de código, mesmo na era pré-IA.</p>
<p>Quem é o programador GenX ou Millenial mais antigo que nunca usou um softwarezinho da Borland pra gerar código? Programou com drag and drop de componentes? Não precisa ir muito longe, qualquer IDE de programação possuía geradores de código para inúmeras partes da construção, há muitos anos. A diferença é que os LLMs levaram a geração de código para patamares muito longe do que tínhamos à disposição até aqui.</p>
<p>Quando as pessoas começaram a ver código rodando sendo criado por leigos, o discurso do fim dos engenheiros de software foi anabolizado. Eu vi o nível de tensão subir entre os devs mais próximos. A quantidade de caixinhas de perguntas que colegas programadores me enviavam sobre o tema, explodiu. Toda vez que abria uma caixinha, as perguntas estavam lá.</p>
<p>E enquanto os devs receavam pelo fim de suas carreiras, OpenAI e Anthropic mantinham centenas de vagas abertas para contratar mais... devs.</p>
<p>A minha conclusão óbvia, que sustentou a minha defesa da engenharia de software como profissão nos últimos anos foi a seguinte: se agora alguém que consegue pensar e entender software (Engenheiro de Software) consegue produzir um impacto MUITO maior com MUITO menos esforço, então haverá mais software no mundo. Se somado a isso, até mesmo leigos conseguirão colocar software no ar, então haverá AINDA MAIS software do que podemos imaginar. E quanto mais software existir, mais oportunidade existirá para quem entende de software.</p>
<p>Por mais que a forma de produzir software mude, entender de software em um mundo ENTUPIDO de software, continua me parecendo um vantagem. Um potencial verdadeiro de gerar bastante valor.</p>
<p>E parece que as coisas estão se desdobrando mesmo por esse caminho.</p>
<h2>O &quot;boom&quot; das vagas de Engenharia de Software</h2>
<figure class="jr-fig a-centro"><img style="width:100%;display:block" src="/media/f0a00a1ea936d9cb63c8.webp" alt="Gráfico mostra a quantidade de vagas de desenvolvimento de software crescendo. Os frontier labs seguem contratando devs."><figcaption class="jr-figcap">Gráfico mostra a quantidade de vagas de desenvolvimento de software crescendo. Os frontier labs seguem contratando devs.</figcaption></figure>
<p>As vagas de emprego em desenvolvimento de software explodiram. Mesmo as empresas que estão construindo as melhores IA's geradoras de codigo, seguem contratando engenheiros de software.</p>
<p>Mas talvez você esteja se perguntando, por que então tantas empresas que reduziram seus quadros nos últimos anos, incluíram nesse enxugamento também os engenheiros? Bom, existem inúmeros motivos para uma empresa reduzir seu quadro: foco, estímulos do mercado, necessidade de capital e, também, aumentar a eficiência. Se a produtividade aumenta demais, o ritmo de criação de novos projetos/demandas dentro da empresa precisa acompanhar isso, caso contrário esse fenômeno irá criar ineficiência. No entanto, o fato de não haver tanta demanda extra dentro de uma empresa para acomodar tamanho ganho de produtividade, não significa que esta demanda não exista em outras empresas... inclusive de forma reprimida.</p>
<p>É por isso que logo no início deste boom eu passei a acreditar também em um boom de empreendedorismo. O boom de uma quantidade absurda de novas empresas sendo criadas. Eu realmente acredito que existe uma demanda reprimida de software <strong>gigantesca</strong>.</p>
<p>Há uma quantidade enorme de coisas que poderiam ser feitas ou melhoradas com software que antes não faziam sentido, simplesmente porque era caro e lento construir software. Agora que é &quot;barato e rápido&quot;, todo esse tsunami de demanda reprimida vai precisar de oferta de profissionais para ser atendido.</p>
<p>Antes, criar um software para atender uma necessidade interna ou externa (de cliente) levava tanto tempo, e tanto dinheiro, que isso inviabilizava uma enorme quantidade de pequenas e médias empresas de construírem estes softwares. Isso mudou.</p>
<p>O impacto desta mudança se dá na forma de <strong>desconcentração de engenheiros das grandes empresas e a distribuição de engenheiros por uma quantidade muito maior de empresas</strong>, de portes e ambições muito diferentes.</p>
<p>Em outras palavras: agora que o impacto de um dev é muito maior, muito mais empresas conseguirão justificar a contratação de um. Mesmo se o produto final da empresa não for software em si.</p>
<h2>A primeira &quot;nova&quot; profissão em Engenharia de Software</h2>
<p>Nem sei se daria pra usar o termo &quot;nova&quot; profissão aqui, pois a Palantir começou a aplicar esse modelo ainda nos anos 2000. Porém, definitivamente será uma função crescente e uma opção de carreira cada vez mais comum para o engenheiro de software. Estou me referindo ao FDE: forward deployed engineer.</p>
<p>O FDE basicamente é um mix de consultor e dev, capaz de atuar dentro do cliente implementando soluções específicas para ele. À medida que os softwares passam a ser muito mais customizáveis e as empresas de prestação de serviço passam a fazê-lo com muito mais uso de software, a demanda por FDE's tende a escalar rapidamente e puxar o número de vagas ainda mais para cima.</p>
<h2>O que são as implicações para um &quot;dev tradicional&quot;</h2>
<p>Eu acredito que os diferenciais principais aqui estarão na capacidade de julgamento dos devs (quando usar qual ferramenta/modelo, quando é o momento de limpar o código, como gerenciar o &quot;dark code&quot; sendo produzido por AI, o quanto de risco você quer colocar em possível trade off de velocidade/qualidade/requisito do cliente, etc), na experiência dentro da área de atuação da empresa (ex: payments, banking, cyber, travel, media,... em cada segmento o dev acumula conhecimento de valor específico daquela área) e nas soft skills, que é uma frente que muitos devs ignoram. Sobretudo no modelo de FDE, onde os devs estão mais diretamente ligados à stakeholders importantes do lado do cliente, as soft skills ganham um peso maior.</p>
<p>De toda forma, sigo acreditando que estamos diante de uma enorme mudança no modo de trabalho dos profissionais de engenharia de software, mas muito distante do fim dessa carreira. A demanda por software que está surgindo (seja software comercial, seja software para uso próprio) é algo incomparável ao que vimos até aqui.</p>]]></content:encoded></item>
<item><title>Pare de usar IA para executar. Use para decidir.</title><link>https://journal.artifactory.com.br/arlindo-saulo/a/pare-de-usar-ia-para-executar-use-para-decidir</link><guid>https://journal.artifactory.com.br/arlindo-saulo/a/pare-de-usar-ia-para-executar-use-para-decidir</guid><pubDate>Mon, 24 Aug 2026 12:00:00 GMT</pubDate><description>Quase todo mundo usa IA para produzir mais rápido. Pouca gente usa para decidir melhor. É exatamente aí que está a vantagem que ninguém está pegando.</description><content:encoded><![CDATA[<h3 class="jr-h3">Você provavelmente já usa IA todo dia.</h3>
<p>Para escrever, resumir, responder, criar.</p>
<p>Tudo isso é execução. E execução ficou barata.</p>
<p>O problema é simples: fazer mais rápido a coisa errada só te leva mais rápido ao lugar errado.</p>
<p>A pergunta que separa quem cresce de quem só se ocupa: você usa IA para produzir, ou para pensar?</p>
<h2>Executar com IA e decidir com IA são coisas diferentes</h2>
<p>Executar é pedir para ela fazer a tarefa.</p>
<p>Decidir é usá-la para enxergar melhor antes de agir.</p>
<p>Qual é o problema real por trás desse resultado ruim?</p>
<p>Quais são as três alternativas que eu não considerei?</p>
<p>O que precisaria ser verdade para a opção A ser a melhor escolha?</p>
<p>Onde meu raciocínio está frágil?</p>
<p>A mesma ferramenta. Um uso te deixa ocupado. O outro te deixa no controle.</p>
<h2>Um jeito prático de começar hoje</h2>
<p>Na sua próxima decisão importante, antes de executar qualquer coisa, rode quatro passos com a IA:</p>
<ol class="jr-olist"><li><p>Nomeie o problema. Descreva a situação e peça para ela reformular o problema de três formas diferentes. Muita gente passa meses resolvendo o problema errado.</p></li></ol>
<ol class="jr-olist"><li><p>Gere alternativas. Peça cinco caminhos possíveis, incluindo um que você provavelmente rejeitaria de cara. O óbvio raramente é o melhor.</p></li></ol>
<ol class="jr-olist"><li><p>Estresse a decisão. Peça os riscos de cada opção e o que teria que ser verdade para cada uma dar certo.</p></li></ol>
<ol class="jr-olist"><li><p>Decida você. A IA organiza o pensamento. A escolha, o dinheiro e o risco continuam seus.</p></li></ol>
<p>Não é sobre delegar o julgamento. É sobre chegar na decisão com mais clareza e menos achismo.</p>
<h2>O ponto que importa</h2>
<p>IA não é para você fazer mais.</p>
<p>É para você pensar com mais clareza e decidir com mais confiança.</p>
<p>Quem só acelera a execução vira um operário mais rápido.</p>
<p>Quem usa IA para decidir vira dono da direção.</p>
<p>A ferramenta é a mesma. A diferença está na pergunta que você faz.</p>]]></content:encoded></item>
<item><title>Quando todo mundo produz igual, ponto de vista vira o produto</title><link>https://journal.artifactory.com.br/arlindo-saulo/a/quando-todo-mundo-produz-igual-ponto-de-vista-vira-o-produto</link><guid>https://journal.artifactory.com.br/arlindo-saulo/a/quando-todo-mundo-produz-igual-ponto-de-vista-vira-o-produto</guid><pubDate>Sun, 23 Aug 2026 19:50:03 GMT</pubDate><description>Metade do que se publica na internet já é feito por IA. Quando produzir fica trivial, o que te separa não é o volume. É o julgamento.</description><content:encoded><![CDATA[<h3 class="jr-h3">Todo mundo agora produz na mesma velocidade.</h3>
<h3 class="jr-h3">E, cada vez mais, produz a mesma coisa.</h3>
<p>Em maio de 2025, 52% dos novos artigos da web já eram feitos principalmente por IA, segundo a Graphite (via Axios). Um estudo da Ahrefs com quase 900 mil páginas achou rastro de IA em 74% do conteúdo novo.</p>
<p>Traduzindo: o feed encheu. E encheu de coisa parecida.</p>
<p>Quando produzir vira commodity, o volume para de te diferenciar.</p>
<p>Mais um post, mais um carrossel, mais um e-mail. Todo mundo tem. Ninguém lembra.</p>
<p>O que fica escasso é justamente o oposto da máquina: ponto de vista.</p>
<h2>A IA é excelente em média</h2>
<p>Ela foi treinada para prever a palavra mais provável. Por definição, entrega o mais esperado.</p>
<p>Seu diferencial mora onde ela é fraca: no inesperado com critério.</p>
<p>Uma opinião que você assina.</p>
<p>Uma escolha que você defende.</p>
<p>Um recorte que só quem vive aquilo enxerga.</p>
<p>Isso não sai de um prompt. Se constrói com julgamento.</p>
<h2>O que muda na prática</h2>
<p>Pare de competir por quantidade. Você perde para quem aperta um botão.</p>
<p>Compita por clareza, por ângulo, por experiência real.</p>
<p>Use a IA no trabalho pesado: rascunho, pesquisa, estrutura, variações.</p>
<p>Guarde para você a parte que ninguém terceiriza: o que dizer, para quem, e por quê.</p>
<p>Quem só executa vira intercambiável.</p>
<p>Quem decide o ângulo vira insubstituível.</p>
<h2>O teste antes de publicar</h2>
<p>Antes de mandar qualquer coisa pro mundo, pergunte:</p>
<p>Isso soa como algo que só eu poderia ter dito?</p>
<p>Se a resposta for não, a IA já fez igual. Mil vezes. Hoje.</p>
<p>Se for sim, você tem a única coisa que o conteúdo infinito não consegue copiar: você.</p>
<h3 class="jr-h3">Produza menos no automático.</h3>
<h3 class="jr-h3">Decida mais o que merece existir.</h3>
<h3 class="jr-h3">Assine o que for seu.</h3>]]></content:encoded></item>
<item><title>Vamos para mais um Go-Live 🚀</title><link>https://journal.artifactory.com.br/em-producao/a/vamos-para-mais-um-go-live</link><guid>https://journal.artifactory.com.br/em-producao/a/vamos-para-mais-um-go-live</guid><pubDate>Sun, 23 Aug 2026 17:17:12 GMT</pubDate><description>Porque um go-live não representa apenas o início do uso de uma ferramenta. É o começo de uma parceria que precisa funcionar na prática.</description><content:encoded><![CDATA[<p>Eu e o Marcelo, meu sócio, estamos a caminho de Belo Horizonte para acompanhar de perto o go-live de um novo cliente.</p>
<p>No mercado enterprise, colocar um sistema em produção vai muito além de disponibilizar um software. É nesse momento que a tecnologia encontra a operação real: os processos, as pessoas, as particularidades e os desafios que nenhum levantamento consegue antecipar por completo</p>
<p>Estar ao lado do cliente permite observar como a solução se comporta no dia a dia, ouvir quem realmente vai utilizá-la e agir rapidamente diante dos ajustes naturais de uma implantação.</p>
<p>Software é parte da entrega. Presença, proximidade e comprometimento completam o trabalho.</p>
<p>Porque um go-live não representa apenas o início do uso de uma ferramenta. É o começo de uma parceria que precisa funcionar na prática.</p>]]></content:encoded></item>
<item><title>Saber o que deve ser feito será cada vez mais valioso</title><link>https://journal.artifactory.com.br/arlindo-saulo/a/saber-o-que-deve-ser-feito-sera-cada-vez-mais-valioso</link><guid>https://journal.artifactory.com.br/arlindo-saulo/a/saber-o-que-deve-ser-feito-sera-cada-vez-mais-valioso</guid><pubDate>Sat, 22 Aug 2026 20:30:50 GMT</pubDate><description>A IA está tornando a execução abundante e barata. O que fica raro, e caro, é saber o que deve ser feito.</description><content:encoded><![CDATA[<h3 class="jr-h3">Saber executar ficou barato.</h3>
<h3 class="jr-h3">Saber o que deve ser feito ficou raro.</h3>
<p>A inteligência artificial está tornando a execução abundante.</p>
<p>Pesquisar, escrever, analisar, criar, organizar e automatizar viram tarefas cada vez mais rápidas e baratas.</p>
<p>Quando executar deixa de ser o gargalo, o valor do profissional muda de lugar.</p>
<p>Ele para de estar em fazer bem.</p>
<p>Passa a estar em decidir bem.</p>
<h2>E os números já mostram isso</h2>
<p>O MIT acompanhou 300 implantações de IA em empresas no relatório State of AI in Business 2025.</p>
<p>O resultado é desconfortável: 95% dos projetos não geram impacto real no resultado. Só 5% chegam lá.</p>
<figure class="jr-fig a-centro"><img style="width:100%;display:block" src="/media/e8433a3a5b898f61652f.webp" alt="Da adoção ao impacto: só 5% das empresas chegam a resultado real com IA."><figcaption class="jr-figcap">Da adoção ao impacto: só 5% das empresas chegam a resultado real com IA.</figcaption></figure>
<p>Repare no funil. Sessenta por cento avaliam a solução. Vinte por cento chegam a rodar um piloto. Apenas cinco por cento chegam a impacto real no negócio.</p>
<p>E o motivo não é o de sempre.</p>
<p>Não é falta de tecnologia.</p>
<p>Não é regulação.</p>
<p>Não é talento.</p>
<p>Segundo o próprio MIT, a barreira central é aprendizado: a dificuldade de decidir onde a IA entra, integrar ao fluxo certo e sustentar isso no tempo.</p>
<p>Ou seja, o gargalo não é mais executar.</p>
<p>É direção.</p>
<p>Ferramenta boa, todo mundo tem.</p>
<p>O que separa os 5% é saber o que deve ser feito.</p>
<h2>O trabalho do estrategista</h2>
<p>Escolher o problema certo.</p>
<p>Identificar o que realmente importa.</p>
<p>Definir prioridades.</p>
<p>Avaliar alternativas.</p>
<p>Entender riscos.</p>
<p>Saber onde colocar tempo, dinheiro e atenção.</p>
<p>A IA pesquisa, analisa, simula cenários e executa.</p>
<p>Mas alguém ainda precisa decidir o que deve ser feito.</p>
<p>Execução sem direção só te leva mais rápido ao lugar errado.</p>
<h2>A decisão de hoje</h2>
<p>Um roteiro rápido para decidir melhor antes de pôr a máquina para rodar.</p>
<p>Qual é a decisão mais importante que preciso tomar agora?</p>
<p>O que eu quero alcançar?</p>
<p>Qual é o problema real?</p>
<p>Quais são as 3 variáveis que mais importam?</p>
<p>Minhas alternativas:</p>
<p>A: ___________________________________________</p>
<p>B: ___________________________________________</p>
<p>C: ___________________________________________</p>
<p>O que ganho se estiver certo?</p>
<p>O que perco se estiver errado?</p>
<p>Que informação poderia mudar minha decisão?</p>
<p>Como a IA pode me ajudar a decidir melhor, não só a executar mais rápido?</p>
<h2>Minha decisão</h2>
<p>Eu decidi:</p>
<p>Porque:</p>
<h2>Próximo movimento</h2>
<p>O que precisa acontecer agora?</p>
<p>Quem, ou o quê, executa isso?</p>
<h2>No fim do dia</h2>
<p>Pergunte uma coisa só:</p>
<p>Hoje eu passei o dia executando ou tomei decisões que mudam o resultado?</p>
<h3 class="jr-h3">Pense melhor.</h3>
<h3 class="jr-h3">Decida melhor.</h3>
<h3 class="jr-h3">Execute em escala.</h3>]]></content:encoded></item>
<item><title>O poder do processamento assíncrono</title><link>https://journal.artifactory.com.br/em-producao/a/o-poder-do-processamento-assincrono</link><guid>https://journal.artifactory.com.br/em-producao/a/o-poder-do-processamento-assincrono</guid><pubDate>Sat, 22 Aug 2026 11:09:29 GMT</pubDate><description>Às vezes, a próxima grande melhoria do seu sistema não está em processar mais rápido, mas sim em simplesmente em entender o que você precisa processar agora e o que pode ficar pra depois.</description><content:encoded><![CDATA[<p>Durante muito tempo, eu acreditei que eficiência era fazer tudo na hora.</p>
<p><strong>Recebe. Processa. Entrega.</strong></p>
<p>Simples assim.</p>
<p>Mas, quando conectamos o <strong>ATweb ao WhatsApp</strong>, anos atrás — antes mesmo de existir a API oficial —, essa lógica começou a mostrar suas limitações.</p>
<p>As mensagens chegavam diretamente na nossa aplicação. Se ela estivesse fora do ar naquele momento, podíamos perder mensagens. Se o volume aumentasse demais, o processamento pesava e o sistema inteiro sentia.</p>
<p>E, claro, <strong>o cliente percebia.</strong></p>
<p>A virada de chave aconteceu quando participei de um evento da AWS e conheci melhor o conceito de <strong>filas de mensageria e processamento assíncrono</strong>.</p>
<p>Foi quando entendi algo que hoje parece óbvio:</p>
<blockquote class="jr-quote"><p><strong>Nem tudo precisa ser processado na hora.</strong></p></blockquote>
<p>Passamos então a direcionar as mensagens para filas no <strong>Amazon SQS</strong>. Em vez de a aplicação precisar receber e processar tudo imediatamente, a mensagem ficava segura na fila e um serviço consumidor cuidava do processamento.</p>
<p>Se houvesse um pico, tudo bem. Se o processamento demorasse um pouco mais, tudo bem. Se algum componente tivesse uma indisponibilidade temporária, a mensagem continuava lá, esperando.</p>
<p>O impacto foi enorme.</p>
<p>A aplicação deixou de carregar todo aquele processamento, ficou mais resiliente e vimos uma <strong>queda brusca nas reclamações de lentidão</strong>.</p>
<p>Depois disso, começamos a levar o mesmo conceito para outras partes do ATweb.</p>
<p>Um encerramento de 100 atendimentos, por exemplo, não precisava mais deixar o usuário olhando para uma tela carregando enquanto o sistema fazia 100 operações. Colocamos o trabalho em uma fila, processamos em segundo plano e deixamos o front-end apenas acompanhar o resultado.</p>
<p>Parece uma mudança técnica.</p>
<p>Mas, para mim, o principal aprendizado não foi sobre SQS, Kafka, RabbitMQ ou qualquer tecnologia específica.</p>
<p>Foi sobre <strong>questionar a arquitetura</strong>.</p>
<p>Às vezes passamos anos tentando deixar um processo mais rápido, quando a pergunta deveria ser outra:</p>
<p><strong>Esse processo precisa acontecer aqui?</strong> <strong>Precisa acontecer agora?</strong> <strong>Precisa mesmo ser síncrono?</strong></p>
<p>Implementar tudo isso em um sistema que já atendia diversos clientes também não foi simples. Foi o famoso <strong>“trocar o pneu com o carro andando”</strong>. Tivemos que evoluir a arquitetura sem simplesmente parar tudo e começar novamente.</p>
<p>Mas valeu a pena.</p>
<p>Tecnologia também é isso: entender que uma solução que funcionou muito bem durante anos pode não ser a melhor solução para o próximo estágio.</p>
<p><strong>Nada é tão bom que não possa ser melhorado.</strong></p>
<p>Às vezes, a próxima grande melhoria do seu sistema não está em processar mais rápido, mas sim em simplesmente em entender o que <strong>você precisa processar agora e o que pode ficar pra depois.</strong></p>
<p>Até a próxima 😉</p>]]></content:encoded></item>
<item><title>Afinal, o que está acontecendo com o PREÇO dos infoprodutos?</title><link>https://joaopedroresende.com/a/o-que-esta-acontecendo-com-os-precos-dos-infoprodutos</link><guid>https://joaopedroresende.com/a/o-que-esta-acontecendo-com-os-precos-dos-infoprodutos</guid><pubDate>Sat, 22 Aug 2026 11:07:19 GMT</pubDate><description>O modelo de precificação que está definindo quem cresce e quem perde no mercado.</description><content:encoded><![CDATA[<p>O modelo de precificação que está definindo quem cresce e quem perde no mercado.</p><p><em>Conteúdo para inscritos — leia no site.</em></p>]]></content:encoded></item>
<item><title>Reencontro </title><link>https://journal.artifactory.com.br/giovanacarvalho/a/umreencontro</link><guid>https://journal.artifactory.com.br/giovanacarvalho/a/umreencontro</guid><pubDate>Fri, 21 Aug 2026 14:36:56 GMT</pubDate><description></description><content:encoded><![CDATA[<p>Não sei se todo mundo nasce um pouco escritor, mas, com o passar do tempo, é fato que deixamos muitas coisas adormecerem.</p>
<p>Quando soube que o Journal era uma ferramenta aberta ao público, fui logo criando o meu perfil. Contudo, não demorou muito para que os pensamentos introspectivos chegassem: &quot;Mas por que você teria um blog&quot;? &quot;Sobre o que você vai falar?&quot;, &quot;Desde quando você escreve&quot;?</p>
<p>Então, passei a refletir a respeito e me dei conta de que, na verdade, eu sempre escrevi.</p>
<p>Quando pequena, escrevia sobre a minha &quot;vida&quot; em meus muitos diários, que me acompanharam até a adolescência. Quando escolhi minha profissão - advogada - escolhi primeiro o Direito, afinal &quot;sempre gostei muito de escrever&quot;.</p>
<p>Quando iniciei na faculdade, no ano de 2007, aquela jovem de apenas 18 anos carregava consigo uma grande dúvida: será que é isso mesmo que eu quero?</p>
<p>E essa dúvida existia porque aquela jovem amava escrever, mas sobre futebol! Aquela garota sonhava em ser jornalista esportiva e seu início já era - a seu ver - muito promissor: um blog no site do jornal Lance!.</p>
<p>Passei a me lembrar das vezes em que os textos eram tão bons que ficavam na capa do site Lance! ou, ainda, eram publicados nas versões impressas do jornal. Como aquela futura jornalista poderia não dar certo?!</p>
<p>Mas aí, as circunstâncias da época, da vida, do medo que minha mãe sentia com o fato de que certamente eu me mudaria do interior para a capital (de Atibaia para São Paulo), me fizeram ficar.</p>
<p>Fiz o primeiro ano da faculdade de direito. Trabalhava durante o dia e estudava à noite. Nas horas vagas, continuava blogueira.</p>
<p>No segundo ano da faculdade, a dúvida veio ainda mais forte e carregada da possibilidade de transferir o meu curso para jornalismo. Entretanto, ali só existia um caminho a trilhar. Era pegar ou largar, qualquer que fosse o caminho.</p>
<p>Optei por seguir em frente. Me formei em Direito no ano de 2011 e, no ano seguinte, iniciei na advocacia.</p>
<p>Meu blog era outro. Agora, eu escrevia majoritariamente para juízes. Uma leitura muito mais séria, pesada e &quot;chata&quot;, se comparada ao prazer da leitura e da escrita do futebol.</p>
<p>E foi aí, em meio a tantas reflexões e memórias, que eu me dei conta de que sim, eu continuo uma escritora. Mas, concluí também que, ao longo desses quatorze anos de profissão, me deixei levar pela dureza das palavras que utilizamos no Direito, pelas muitas obrigações a serem cumpridas, pelas cobranças, pelos prazos e pelas respostas ainda mais duras vindas do outro lado do computador, seja nas ações vencidas ou não. Afinal, ainda que tenhamos muitos finais felizes, não há flores, fantasias e nem romances no Direito.</p>
<p>Notei, por fim, que essa advogada criou uma grande &quot;casca grossa&quot;, uma verdadeira barreira que a impedia de sentir-se uma escritora novamente. Escritora leve, capaz de reunir sentimentos em palavras, mesmo que elas não falassem sobre Direito. E então, ao final de toda essa reflexão, percebi que sim, certamente deixei adormecer o meu &quot;eu escritora&quot;, juntamente com a leveza e a liberdade da imaginação, da criatividade. Mas hoje estou aqui, de volta: &quot;Eu, Giovana&quot;.</p>]]></content:encoded></item>
</channel></rss>