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<rss version="2.0" xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><channel><title>Product Marketing</title><link>https://journal.artifactory.com.br/productmarketing</link><description>Artigos e notas de Product Marketing.</description><language>pt-BR</language>
<item><title>O desafio começa depois do lançamento</title><link>https://journal.artifactory.com.br/productmarketing/a/o-desafio-comeca-depois-do-lancamento</link><guid>https://journal.artifactory.com.br/productmarketing/a/o-desafio-comeca-depois-do-lancamento</guid><pubDate>Fri, 14 Aug 2026 16:32:39 GMT</pubDate><description></description><content:encoded><![CDATA[<h1 class="jr-capa"><strong>O desafio começa depois do lançamento</strong></h1>
<p>Durante muito tempo, empresas de tecnologia trataram lançamento como linha de chegada.</p>
<p>Produto pronto, GTM definido, Marketing comunica, Sales e CS recebem enablement e, algumas semanas depois, o foco já está no próximo lançamento.</p>
<p>Só que lançar e fazer um produto ser usado de verdade são desafios bem diferentes.</p>
<p>Um produto pode ter uma ótima proposta de valor e ainda assim ter baixa adoção. Entre disponibilizar uma solução e incorporá-la à rotina do cliente existe muita fricção.</p>
<p>Foi essa percepção que me fez olhar cada vez mais para Product Adoption como uma disciplina própria.</p>
<h2><strong>O cliente já tem uma forma de resolver o problema</strong></h2>
<p>Quando lançamos algo novo, é fácil assumir uma lógica simples: existe um problema, criamos uma solução melhor, comunicamos e o cliente começa a usar. Na prática, o cliente já resolve aquele problema hoje. Pode ser com um concorrente, uma planilha, um processo manual ou simplesmente convivendo com a dor. Isso significa que adoção exige mudança de comportamento.</p>
<p>O cliente precisa descobrir o produto, entender o valor, decidir testar, aprender a usar, configurar e perceber resultado. Cada etapa adiciona uma nova oportunidade de abandono.</p>
<p>Por isso, uma pergunta central em adoção é: Qual é a menor distância possível entre o cliente e o primeiro valor percebido?</p>
<h2><strong>Awareness é só uma parte do problema</strong></h2>
<p>Quando a adoção está baixa, a reação comum é pensar em comunicação.</p>
<p>Talvez o cliente realmente não saiba que a funcionalidade existe.</p>
<p>Mas ele também pode conhecer e não entender o valor. Pode tentar usar e abandonar no setup. Pode concluir a configuração e não perceber resultado.</p>
<p>São problemas completamente diferentes.</p>
<p>Por isso, antes de aumentar investimento em comunicação, precisamos entender exatamente onde está a fricção.</p>
<h2><strong>O produto também precisa fazer parte da estratégia de adoção</strong></h2>
<p>CRM, conteúdo, campanhas, Sales e CS continuam importantes.</p>
<p>Mas existe um limite para o quanto conseguimos compensar uma experiência ruim com comunicação.</p>
<p>Se uma funcionalidade está escondida no produto, se o setup é longo demais ou se exige muito esforço antes de gerar valor, talvez a melhor ação de adoção seja uma mudança na própria experiência.</p>
<p>Um default melhor.</p>
<p>Uma configuração pré-preenchida.</p>
<p>Um template.</p>
<p>Uma recomendação contextual.</p>
<p>Um onboarding mais curto.</p>
<p>Às vezes, uma pequena mudança no produto gera mais adoção do que uma grande campanha.</p>
<h2><strong>Nem todo cliente deveria usar todo produto</strong></h2>
<p>Outro erro comum é olhar apenas para adoção sobre a base total.</p>
<p>Nem toda funcionalidade é relevante para todo cliente.</p>
<p>Por isso, uma pergunta melhor do que &quot;quantos clientes usam?&quot; é: Quantos dos clientes que deveriam usar estão usando?</p>
<p>O denominador muda tudo.</p>
<p>Quanto melhor entendemos quem realmente tem aquele problema, mais eficientes ficam Product, CRM, Marketing, Sales e CS.</p>
<h2><strong>Adoção precisa ser tratada end-to-end</strong></h2>
<p>Product Adoption atravessa várias áreas.</p>
<p>Produto constrói a experiência. Marketing cria awareness. CRM ativa. Sales e CS ajudam na implementação. Data identifica oportunidades e mede comportamento.</p>
<p>O risco é cada área otimizar sua própria métrica enquanto a adoção continua baixa.</p>
<p>Marketing aumenta alcance.</p>
<p>CRM aumenta abertura.</p>
<p>CS aumenta contatos.</p>
<p>Produto aumenta exposição.</p>
<p>Mas o comportamento do cliente não muda.</p>
<p>Por isso, gosto de pensar em adoção a partir de três elementos: uma audiência clara, um comportamento desejado e uma métrica que mostra se esse comportamento aconteceu.</p>
<p>Os canais entram depois.</p>
<h2><strong>O trabalho continua depois do lançamento</strong></h2>
<p>É justamente depois do release que surgem as melhores informações.</p>
<p>Quem está usando?</p>
<p>Quem deveria usar e ainda não está?</p>
<p>Onde as pessoas abandonam?</p>
<p>Quais segmentos adotam mais?</p>
<p>Quais mensagens funcionam?</p>
<p>O que os clientes que tiveram sucesso fizeram diferente?</p>
<p>Esse aprendizado deveria alimentar ciclos contínuos de adoção.</p>
<p>Lançamos, observamos, criamos hipóteses, testamos e escalamos o que funciona.</p>
<p>Quando a barreira está na experiência, voltamos para o produto.</p>
<h2><strong>Adoção também é feedback de produto</strong></h2>
<p>Se fizemos um bom trabalho de distribuição, segmentação e experiência e mesmo assim poucos clientes querem usar, existe um sinal importante aí.</p>
<p>Talvez o problema não seja tão relevante.</p>
<p>Talvez a solução não entregue valor suficiente.</p>
<p>Talvez tenhamos construído para a persona errada.</p>
<p>O uso é uma das formas mais concretas de validar valor percebido.</p>
<h2><strong>A próxima vantagem competitiva</strong></h2>
<p>Com IA, construir software está ficando cada vez mais rápido e barato.</p>
<p>Isso significa que empresas conseguirão lançar muito mais produtos e funcionalidades.</p>
<p>Mas a capacidade dos clientes de descobrir, entender e incorporar tudo isso não cresce na mesma velocidade.</p>
<p>Por isso, acredito que Product Adoption vai ganhar cada vez mais importância.</p>
<p>A vantagem estará nas empresas que conseguirem entender quais comportamentos geram valor, identificar as fricções que impedem esses comportamentos e mobilizar Produto e GTM para removê-las.</p>
<p>Colocar uma funcionalidade no ar pode acontecer em um dia.</p>
<p>Fazer alguém mudar a forma como trabalha pode levar meses.</p>
<p>É nesse espaço que boa parte do valor de um produto ainda precisa ser conquistado.</p>]]></content:encoded></item>
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