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<rss version="2.0" xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><channel><title>Eu, Giovana.</title><link>https://journal.artifactory.com.br/giovanacarvalho</link><description>Artigos e notas de Eu, Giovana..</description><language>pt-BR</language>
<item><title>A incansável busca pela produtividade </title><link>https://journal.artifactory.com.br/giovanacarvalho/a/a-incansavel-busca-pela</link><guid>https://journal.artifactory.com.br/giovanacarvalho/a/a-incansavel-busca-pela</guid><pubDate>Mon, 31 Aug 2026 18:27:15 GMT</pubDate><description></description><content:encoded><![CDATA[<p>Quando decidi que faria a faculdade de direito, eu sabia que junto com a minha decisão viria também intermináveis 10 (dez) semestres do curso, ou seja, cinco bons anos estudando à noite e trabalhando durante o dia.</p>
<p>Para que essa rotina funcionasse eu precisava equilibrar muitos pratos e, dentre eles, estava a obrigação de ajudar minha mãe com as tarefas de casa.</p>
<p>Me lembro que desde sempre e para todas essas coisas - estudar, fazer trabalho, trabalhar ou limpar a casa - eu sempre tinha algo como indispensável: ouvir música.</p>
<p>Uma boa faxina nunca começava sem antes a playlist ser escolhida, o que sempre acontecia de acordo com a vibe/humor do dia. Importante lembrar aos mais jovens que, naquela época, escolher uma playlist significava abrir uma pasta com CDs ou DVDs, e colocar algum deles para tocar no aparelho.</p>
<p>No trabalho sempre tinha alguma rádio ao vivo tocando ou então algumas músicas baixadas via download, rodando de forma aleatória no bom e velho Windows Media Player.</p>
<p>Com o passar dos anos e o avançar da tecnologia, o Spotify ganhou meu coração.</p>
<p>Para toda tarefa mais complexa, para aqueles casos adiados sucessivamente e que precisam ser entregues com urgência ou então para aqueles dias em que a procrastinação parece que vai me vencer, o melhor jeito para entrar no flow é ligar minha playlist <a href="https://open.spotify.com/playlist/0pHb5zEPUvV5U6vBFDwoZY?si=c5c8021763e645b9" target="_blank" rel="noopener noreferrer">&quot;Let's Work&quot;</a> e deixar fluir (o que dá certo na maioria das vezes).</p>
<p>Adotei este método por pura intuição e, apesar de eu funcionar assim há anos, todo assunto bem desenvolvido e que trata sobre produtividade e/ou procrastinação me chama a atenção. Confesso que meu objetivo sempre foi encontrar nesses conteúdos a &quot;fórmula mágica&quot; para virar a rainha da produtividade. Ledo engano!</p>
<p>Embora tenha conteúdos muito bons a respeito ( <a href="https://joaopedroresende.com/a/venca-a-procrastinacao" target="_blank" rel="noopener noreferrer">inclusive tem um bem bacana do J.P. Resende aqui no Journal</a> ), até então eu nunca tinha adotado nenhum método X ou Y e testado de forma efetiva. Na verdade, acabo pegando sempre uma dica ou outra dessas boas indicações e, com isso, vou aprimorando meu próprio método.</p>
<p>Recentemente, iniciei a leitura do livro <a href="https://www.h1editora.com/produto/produtividade-do-bem-150182" target="_blank" rel="noopener noreferrer">&quot;Produtividade do Bem&quot; (Feel-Good Productivity - H1 Editora)</a>, escrito pelo médico e educador digital Ali Abdaal, o especialista em produtividade com mais seguidores no mundo.</p>
<p>Em seu livro, Ali Abdaal propõe o adeus à cultura da exaustão e ensina, dentre outras coisas, que o bem-estar é a melhor ferramenta de produtividade, que a seriedade é superestimada e que, caso você deseje produzir mais sem arruinar sua vida, você deveria abordar seu trabalho com uma postura de &quot;diversão&quot;. Para isso, ele sugere que ao analisar a sua rotina, suas tarefas mais difíceis e o seu trabalho em geral, você se pergunte: &quot;Como seria se fosse divertido?&quot;.</p>
<p>Na sequência, ele próprio respondeu como é que o trabalho dele (médico com plantões intermináveis e que se especializava em medicina geriátrica), se tornaria mais divertido: se tivesse música!</p>
<blockquote class="jr-quote"><p>&quot;A primeira resposta me veio de imediato: se fosse divertido, haveria música. Percebi que memorizar as tediosas vias bioquímicas se tornou magicamente muito mais interessante com a trilha sonora de O Senhor dos Anéis tocando em meus fones de ouvido. De repente, a música se tornou uma das formas mais importantes para eu trazer mais diversão ao meu trabalho&quot;.</p></blockquote>
<p>E foi então que eu me dei conta de que, na verdade, a música não me faz entrar em um estado de &quot;transe&quot; a ponto de me permitir produzir da forma como eu gostaria. Mais do que isso, ela é o fio condutor, o elemento capaz de tornar as tarefas mais difíceis e os dias mais cansativos em algo minimamente divertido.</p>
<p>Dito isto, e longe de mim querer simplificar algo que claramente é bem mais complexo e possui diversas camadas, diga-me: se hoje, apenas hoje, você deixasse de tentar encontrar a tal fórmula mágica da produtividade e se perguntasse como seria aquilo que você precisa fazer se fosse divertido, qual seria a sua mais sincera resposta?</p>
<p>Por mais simples que possa parecer, incluir o lema do &quot;como seria se fosse divertido&quot;, pode te trazer resultados transformadores. Por ser muito mais fácil de aplicar do que tantos outros métodos que exigem que você pare absolutamente tudo o que está fazendo para organizar todos os seus próximos passos, pensar em uma música bacana, adicionar senso de humor ou uma forma mais criativa de fazer o que precisa ser feito pode ser a tal &quot;fórmula mágica&quot; que você precisava para hoje.</p>]]></content:encoded></item>
<item><title>Reencontro </title><link>https://journal.artifactory.com.br/giovanacarvalho/a/umreencontro</link><guid>https://journal.artifactory.com.br/giovanacarvalho/a/umreencontro</guid><pubDate>Fri, 21 Aug 2026 14:36:56 GMT</pubDate><description></description><content:encoded><![CDATA[<p>Não sei se todo mundo nasce um pouco escritor, mas, com o passar do tempo, é fato que deixamos muitas coisas adormecerem.</p>
<p>Quando soube que o Journal era uma ferramenta aberta ao público, fui logo criando o meu perfil. Contudo, não demorou muito para que os pensamentos introspectivos chegassem: &quot;Mas por que você teria um blog&quot;? &quot;Sobre o que você vai falar?&quot;, &quot;Desde quando você escreve&quot;?</p>
<p>Então, passei a refletir a respeito e me dei conta de que, na verdade, eu sempre escrevi.</p>
<p>Quando pequena, escrevia sobre a minha &quot;vida&quot; em meus muitos diários, que me acompanharam até a adolescência. Quando escolhi minha profissão - advogada - escolhi primeiro o Direito, afinal &quot;sempre gostei muito de escrever&quot;.</p>
<p>Quando iniciei na faculdade, no ano de 2007, aquela jovem de apenas 18 anos carregava consigo uma grande dúvida: será que é isso mesmo que eu quero?</p>
<p>E essa dúvida existia porque aquela jovem amava escrever, mas sobre futebol! Aquela garota sonhava em ser jornalista esportiva e seu início já era - a seu ver - muito promissor: um blog no site do jornal Lance!.</p>
<p>Passei a me lembrar das vezes em que os textos eram tão bons que ficavam na capa do site Lance! ou, ainda, eram publicados nas versões impressas do jornal. Como aquela futura jornalista poderia não dar certo?!</p>
<p>Mas aí, as circunstâncias da época, da vida, do medo que minha mãe sentia com o fato de que certamente eu me mudaria do interior para a capital (de Atibaia para São Paulo), me fizeram ficar.</p>
<p>Fiz o primeiro ano da faculdade de direito. Trabalhava durante o dia e estudava à noite. Nas horas vagas, continuava blogueira.</p>
<p>No segundo ano da faculdade, a dúvida veio ainda mais forte e carregada da possibilidade de transferir o meu curso para jornalismo. Entretanto, ali só existia um caminho a trilhar. Era pegar ou largar, qualquer que fosse o caminho.</p>
<p>Optei por seguir em frente. Me formei em Direito no ano de 2011 e, no ano seguinte, iniciei na advocacia.</p>
<p>Meu blog era outro. Agora, eu escrevia majoritariamente para juízes. Uma leitura muito mais séria, pesada e &quot;chata&quot;, se comparada ao prazer da leitura e da escrita do futebol.</p>
<p>E foi aí, em meio a tantas reflexões e memórias, que eu me dei conta de que sim, eu continuo uma escritora. Mas, concluí também que, ao longo desses quatorze anos de profissão, me deixei levar pela dureza das palavras que utilizamos no Direito, pelas muitas obrigações a serem cumpridas, pelas cobranças, pelos prazos e pelas respostas ainda mais duras vindas do outro lado do computador, seja nas ações vencidas ou não. Afinal, ainda que tenhamos muitos finais felizes, não há flores, fantasias e nem romances no Direito.</p>
<p>Notei, por fim, que essa advogada criou uma grande &quot;casca grossa&quot;, uma verdadeira barreira que a impedia de sentir-se uma escritora novamente. Escritora leve, capaz de reunir sentimentos em palavras, mesmo que elas não falassem sobre Direito. E então, ao final de toda essa reflexão, percebi que sim, certamente deixei adormecer o meu &quot;eu escritora&quot;, juntamente com a leveza e a liberdade da imaginação, da criatividade. Mas hoje estou aqui, de volta: &quot;Eu, Giovana&quot;.</p>]]></content:encoded></item>
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